NiTfm live

Moda

O escândalo continua: Victoria’s Secret acusada de plagiar lingerie sexy

A casa americana terá lançado um conjunto demasiado parecido com o da marca britânica Agent Provocateur.
Ainda estavam felizes.

Nos últimos tempos, a Victoria’s Secret tem sido notícia pelos piores motivos. No início de julho, Karlie Kloss assumiu que deixou de ser um anjo por não se identificar com a definição de mulher da marca. Mais tarde, no último dia desse mês, chegou a confirmação de que o icónico desfile da marca americana, que todos os anos realiza-se em outubro, não ia acontecer. Na altura, foi Shanina Shaik, a manequim que participa no espetáculo desde 2011, que confirmou a decisão em entrevista ao site australiano “The Daily Telegraph”. 

As polémicas continuaram com episódios dignos de novela de prime time. O diretor criativo Ed Razek, conhecido por ser contra as modelos plus size, despediu-se e, para tentar mudar a linha condutora, a Victoria’s Secret contratou no início de agosto Valentina Sampaio, uma modelo brasileira transgénero. 

Contudo, esta mudança acalmou pouco os ânimos. No final desta segunda-feira, 19 de agosto, o Instagram “Diet Prada”, com mais de um milhão e meio de seguidores e conhecido por ser gerido por pessoas influentes do mundo da moda (embora em anonimato), lançou outro escândalo.

Segundo a conta, a Victoria’s Secret plagia a marca britânica Agent Provocateur na nova coleção de outono. Trata-se de um conjunto que inclui umas cuecas e soutien com transparências, que já havia sido lançado no verão do ano passado.

A marca americana, que ainda não se pronunciou sobre o assunto, apresenta as propostas como sendo suas e até já as tem à venda no site: a parte de cima custa 53,63€ e a de baixo, 26,59€. Por outro lado, no site da britânica Agent Provocateur já não existe o conjunto em questão.

Esta não é a primeira vez que a Victoria’s Secret é acusada de plagio. Segundo a edição espanhola da revista “Cosmopolitan“, a 16 de julho, o Instagram “Diet Prada” chamou a atenção dos seus seguidores para outra coleção de lingerie que tinha modelos demasiado parecidos com os da marca francesa “Fleur du Mal”. Na altura, também não houve reações oficias a esta acusação.

Embora a marca americana tenha um grande impacto mundial, está a perder cada vez mais adeptos. O CEO Lex Wexner sabe isso tão bem que até já enviou um comunicado a todos os funcionários no qual prometeu várias mudanças mais ou menos radicais na estrutura e estratégia da empresa.

Segundo Wexner, “o mundo da moda está em constante mudança e a marca precisa de evoluir para crescer”. No documento, o empresário referiu ainda que a televisão deixou de ser o meio mais viável para a transmissão do desfile. Vamos aguardar pelas cenas dos próximos episódios.