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Moda

O surpreendente desfile da Burberry que teve Irina Shayk como estrela

Riccardo Tisci continua a provar que foi a melhor escolha para diretor criativo da maison britânica.
Bravo.

Na indústria da moda, a mudança da direção criativa de uma maison é sempre um acontecimento importante. Em setembro de 2018, a notícia foi bombástica: o italiano Riccardo Tisci, que se tinha despedido recentemente da Givenchy, ia assumir o comando da Burberry — que nos últimos 17 anos tinha estado nas mãos de Christopher Bailey.

Logo no primeiro desfile o criador provou porque é que se tornou num dos grandes nomes da indústria. Conseguiu manter o legado britânico ao apresentar uma coleção de 134 coordenados, na qual 53 deles eram em tons de bege, e ainda lhes deu um toque de irreverência bem ao seu estilo.

A partir daí, todos os desfiles da Burberry têm sido uma agradável surpresa — e Tisci continua a provar porque é que é tão acarinhado por celebridades como Rihanna, Madonna, Beyoncé e M.I.A. 

No final de tarde desta segunda-feira, 17 de fevereiro, não foi diferente. A plateia da Semana da Moda de Londres, que acontece na British Fashion Council, Reino Unido, estava cheia para assistir a um verdadeiro espetáculo. 

Naomi Campbell, Kate Blanchett e Winnie Harlow eram três das presenças mais notadas, mas, na passerelle, foi Irina Shayk quem mais brilhou. A manequim russa surgiu com um look em tons escuros, composto por vestido preto que cobria os joelhos e com capuz, casaco e botas da mesma cor.

Durante os segundos que esteve na passerelle ouviram-se vários “wow” na bancada. Mais tarde, o Instagram da Burberry foi invadido por comentários que destacam a forte presença da ex-namorada de Bradley Cooper e de Cristiano Ronaldo.

Riccardo Tisci convocou também manequins como Gigi Hadid , Kendall Jenner e Ugbad Abdi que desfilaram coordenados axadrezados em tons claros, muito ao estilo da maison britânica. Destaque ainda para o toque punk que o criador deu à nova linha de outono/inverno, através de muitas calças e gabardinas em vinil preto.

No final do desfile, o italiano mostrou-se feliz com as suas escolhas. “Londres é o lugar onde aprendi a ser eu mesmo e é uma cidade onde ganhei confiança. Agora, quero partilhar o estilo britânico com o mundo e usar esta incrível herança para construir e humanizar a casa”, disse em entrevista ao jornal inglês “The Guardian“.

Numa altura em que a marca de luxo é uma das mais afetadas pela epidemia do coronavírus — 40 por cento da receita vem da China onde há muitas lojas fechadas temporariamente —, o espetáculo de quase 10 minutos com o nome de “Memórias” veio provar que Tisci continua a surpreender e a tentar sempre fazer mais e melhor.

Um verdadeiro espetáculo.