Moda

Maria Borges é a primeira manequim africana do século numa capa da Elle americana

Depois da sul-sudanesa Alek Wek, chegou a vez da angolana — que já pisou as passerelles da ModaLisboa e Portugal Fashion — emprestar o rosto ao título internacional.

Maria Borges para a L'Oréal

Passaram-se 20 anos desde que a Elle americana colocou na capa um rosto africano. Hoje, tudo voltou a mudar graças à manequim angolana Maria Borges, que já registou uma breve, porém bem sucedida, passagem pela ModaLisboa e pelo Portugal Fashion.

Borges é agora, e passados 20 anos, uma das seis manequins que estrelam a capa da edição especial de maio 2017 — a “Swimsuit Issue” — da Elle U.S. A sul-sudanesa Alek Wek já havia aparecido na capa do título, isto no ano de 1997, sendo que, de acordo com o Fashion Bomb Daily, a primeira vez (de todas) que uma modelo africana emprestou o rosto ao título americano foi em 1985.

Em entrevista à Elle, a manequim disse que “a indústria da moda estava aqui para todos, independentemente da raça ou cor”. E acrescentou: “Na minha fase de crescimento, nunca vi alguém como eu [numa capa], e agora as outras raparigas podem ver alguém como elas. É tudo uma questão de inspiração”.

A top de 24 anos que tem visto a sua carreira em franca ascenção nos últimos anos, faz parte do restrito grupo de anjos da Victoria’s Secret. 

Nascida e criada em Angola, Maria Borges foi recentemente apontada pela CNN como uma das modelos africanas que mais barreiras quebrou. A manequim tornou-se rosto da L’Oréal Paris em fevereiro passado.

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