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Moda

Marca portuguesa Cata Vassalo lança edição limitada de brincos

O acessório Fénix é feito de latão e banhado a ouro. Pesa 16 gramas cada.
Bem bonitos.

Quando ouvimos falar em Cata Vassalo, rapidamente o nosso pensamento relembra os bonitos toucados que a portuguesa Catarina faz à mão no seu atelier. Afinal, a marca é uma das mais famosas entre as influencers nacionais, que os escolhem muitas vezes para o seu casamento.

À parte disso, a designer ficou também conhecida no verão passado pelas bandoletes com jóias que tantas vezes Cláudia Vieira ou Mafalda Sampaio, por exemplo, partilharam nas redes sociais.

Mas basta fazer uma breve pesquisa pela loja online de Cata Vassalo para perceber que as suas mãos são capazes de manusear vários tipos de materiais e fazer outros acessórios surpreendentes como brincos com formatos incomuns. Foi mesmo um exemplar destes que a criadora decidiu agora lançar em edição limitada.

Chama-se Fénix e trata-se de um par de brincos feitos em latão e banhados a ouro que pesam, cada um, 16 gramas. “São um tributo e um convite à resiliência, à capacidade nos reinventarmos de forma criativa e, por isso, de renascermos ainda mais fortes”, explica Catarina.

A proposta, que deixa qualquer look muito mais glamouroso, está à venda no site da Cata Vassalo por 71€. Pode ser usada num outfit mais festivo, mas também num visual do dia a dia — tendo este acessório como peça principal.

São XXL.

Como começou Cata Vassalo?

Quando era miúda, Catarina passava o verão na Praia Grande, em Sintra. “Durante o dia eu e a minha irmã Madalena andávamos pela praia a vender colares de missangas. Eu fazia e ela parecia uma verdadeira vendedora de bolas de Berlim. Gritava bem alto ‘olha os colares de missangas’. Eu ficava cheia de vergonha,” conta. Foi assim que, durante alguns anos, Catarina se entreteu e dedicou à sua paixão pela bijuteria. Mais tarde, em 1998, inscreveu-me num curso profissional de Restauro de Metais, em Sintra.

“Quando terminei fui diretamente para o desemprego. Acabei a trabalhar no restaurante Pôr do Sol, que era dos meus pais. Até que em 2006, o meu marido, na altura namorado, Francisco Azevedo, propôs-me irmos viver para Southampton, em Inglaterra.”

Ele ia tirar um curso em Arquitetura Naval e sugeriu que Catarina começasse a vender as suas peças naquele país. Os primeiros tempos não foram fáceis. Catarina tinha um contacto que lhe enviava missangas da Índia e peças semi-preciosas e fazia a bijuteria a partir daí. “Bati de porta em porta e fiz alguns eventos. Passei alguns anos a vender apenas para lojas e não diretamente aos clientes.”

Um dia, “fartos do mau tempo”, o casal fez as malas e meteu-se no avião em busca de uma nova aventura. Aterraram em Valência, Espanha, e as coisas correram bem. “O Francisco arranjou trabalho na área e eu abri a loja ‘Biju e Etc’”, conta.

Neste espaço, a portuguesa vendia todo o tipo de bijuteria. Começou, também, a experimentar fazer toucados (um acessório muito usado no cabelo das noivas). “Tinha uma prateleira pequena com eles e lembro-me perfeitamente do dia em que vendi o primeiro, a 29 de abril de 2011, no dia do casamento de Kate Middleton com o Príncipe William. Era branco com penas e uma flor. Se não me engano, custava 38€.”

Passados cinco anos, Catarina ainda regressou uma temporada a Inglaterra, antes de voltar para Portugal. Em 2016, depois de fechar a loja de Espanha, criou a marca online Cata Vassalo, que vendia além dos acessórios para noivas, bijuteria. Em maio do mesmo ano, juntou-se com Madalena Braga e juntas tiveram um espaço em Lisboa. Entretanto, a 29 de janeiro de 2017 cortou a fita do seu atelier e loja, em Alcabideche.

O novo projeto em altura de pandemia de Covid-19

Quando se viu em pleno surto da Covid-19 em Portugal, Catarina Vassalo começou a pensar em formas de se manter ativa. Em conversa com uma amiga, decidiu criar a #UmaSóMarca, uma hashtag que funciona como plataforma e agrega conteúdos de várias marcas portuguesas.

“Sentia que tinha que fazer alguma coisa. Estamos todos a viver um período difícil da nossa história e, mais do que nunca, é preciso termos esperança mas também começarmos a agir com as ferramentas que temos. Numa conversa com a minha amiga Inês chegàmos à conclusão que criar este movimento podia fazer a diferença porque, no fundo, todas as pessoas têm uma marca para deixar. Ou seja, todos temos um papel ativo tanto no presente como na reconstrução do futuro”, diz à NiT.

A ideia é que qualquer pessoa tenha acesso, através da hashtag, a tutoriais, workshops e talks feitos por estas marcas. “Vamos comunicar muito através de vídeo. Acreditamos que neste momento é o tipo de comunicação que todos mais sentimos. As pessoas estão em casa a comunicar essencialmente através do telemóvel umas com as outras e o mais próximo que podemos estar das nossas interações humanas é através do vídeo.” 

A seguir, carregue na galeria e conheça também a nova coleção de noivas de Cata Vassalo.