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Moda

Long live the jeans (e os seus momentos “mealheiro”)

Com uma vida extensa e agitada, a peça mais antiga do guarda roupa misto passou por momentos altos e outros baixos. Por vezes tão baixos que revelaram (quase) tudo.

Dirty Dancing

Usamos calças jeans por muitas razões, mas aquela que é, por norma, apontada — o seu conforto — é provavelmente a mais errada do espectro. A peça está longe de ser confortável — talvez psicologicamente assuma um papel de praticidade facilmente confundido com consolo fashionista —, no entanto, o motivo da sua existência tem a ver com durabilidade e resistência, e tanto uma característica como a outra, estão a anos luz da justificação que defende o conforto.

Nascido há mais de um século com um propósito puramente laboral, o denim — abreviação de “Serge de Nimes” (a sarja da cidade de Nimes) —, foi conhecendo inúmeros papéis ao longo da história. Vestiu mineiros que rastejaram por violentas pedras, tornou-se cool e irreverente quando James Dean foi rebelde sem causa, levou carradas de hippies a dançar nos mais loucos festivais, e até pôs Karl Lagerfeld a fazer dieta, quando Hedi Slimane, na altura diretor criativo da Dior Homme, instituiu os skinny jeans, o modelo que de tão justo obrigou à magreza.

Com um poder jamais alcançado por qualquer outra peça de moda, os jeans agregam em si um ‘je ne sais quoi’ tal, que levou o próprio Yves Saint-Laurent a dizer que gostava de ter sido ele a desenhar a peça, defendendo que “são expressivos e discretos, têm sex appeal e simplicidade”.

Saiba tudo acerca da evolução da peça ao carregar na imagem.