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Moda

Fábricas na Etiópia que fazem roupa para H&M e GAP pagam 23€ por mês a funcionários

Esta é a conclusão do estudo da Stern Center for Business and Human Rights publicado na terça-feira, 7 de maio.
Recebem menos do que o salário mínimo.

A ideia de que existem pessoas a trabalharem em condições deploráveis na Etiópia foi, mais uma vez, comprovada esta terça-feira, 7 de maio, pelo relatório da Stern Center for Business and Human Rights, da Universidade de Nova Iorque, EUA.

De acordo com a “Lusa”, citada pelo jornal “Diário de Notícias”, o estudo afirma que dezenas de milhares de trabalhadores etíopes mal conseguem sobreviver até ao fim de cada mês a produzirem para marcas internacionais como H&M ou GAP.

Citados pela agência “Associated Press”, os autores do documento, Paul M.Barrett e Dorothee Baumann-Pauly, afirmaram: “A ansiedade do governo em atrair investimento estrangeiro levou-o a promover a base salarial mais baixa em qualquer país produtor de vestuário, atualmente equivalente a 26 dólares (23,20 euros) por mês.” 

O ordenado é inferior ao salário mínimo da Etiópia (que, por si só, já é muito baixo) de 98,20€. Este, porém, não é o único país a explorar os trabalhadores na indústria da moda.

De acordo com o mesmo estudo, na China os funcionários recebem 303,60€; os quenianos não passam dos 184,80€; e, no Bangladesh, o valor é de 84,80€ mensais. O relatório teve como base uma visita dos investigadores ao parque industrial de Hawassa (considerado um dos maiores da Etiópia), onde 25 mil pessoas estão a trabalhar atualmente.