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Lojas e marcas

Veggie Bags: as melhores alternativas aos sacos de plástico dos supermercados

Pertencem à Princess Pea, uma marca portuguesa que cria vários acessórios com ilustradores nacionais.
Imagem meramente ilustrativa.

Podia ter sido apenas um telefonema normal entre amigas, mas há oito anos, quando Mónica Leirião desligou a chamada de Catarina Almeida, tinha acabado de aceitar em ajudá-la no novo negócio.

“Fomos colegas de escola entre o quinto e o 12.º ano, em Fátima, e mantivemos sempre contacto. Naquela altura, a Catarina estava a construir uma casa em Minde [perto de Alcanena] e procurava azulejos pintados por ilustradores portugueses. Não encontrou nada e lembrou-se de criar uma marca com acessórios desse género. Faltava-lhe alguém que a ajudasse a estudar o mercado e lembrou-se de mim”, conta Mónica à NiT.

A mulher de 43 anos aceitou de imediato. “Disse-lhe logo ‘vamos a isso’. Ela ficou eufórica e até respondeu em género de graça: ‘Finalmente encontrei alguém que achou isto uma boa ideia’.”

Os meses seguintes foram passados à procura de ilustradores portugueses. Começaram por trabalhar com Carla Nazareth, Paulo Galindro, Raquel Pinheiro ou Eunice Rosado, nomes que “têm, inclusive, livros publicados”.

A proposta era simples. Eles criavam as ilustrações e vendiam-nas a Mónica e Catarina, que as estampavam em acessórios como guarda-chuvas, cadernos ou T-shirts. A partir do momento em que as ideias ficaram definidas, as duas amigas criaram a Princess Pea, uma marca cujo nome é uma espécie de homenagem ao conto infantil “A Princesa Ervilha”.

“Ela era muito sensível e nós também quisemos encontrar essa sensibilidade no meio do quotidiano. Além disso, era uma ótima oportunidade de fazer algo pelos artistas portuguesas”, explica Mónica à NiT.

As peças começaram por ser vendidas apenas online. Passados dois anos surgiu uma colaboração com a FNAC. Entretanto, ela terminou, mas chegaram outras: El Corte Inglés, Terminal de Cruzeiros de Lisboa ou Feira do Livro.

Há cerca de um mês decidiram apostar num novo produto: as veggie bags, que substituem os sacos de plásticos dos supermercados.

“Quando vou, por exemplo, comprar bananas já não os uso, mas para outras frutas ou legumes é inevitável. A Catarina faz o mesmo, por isso decidimos criar uma alternativa. Até porque quando a lei do plástico entrar em vigor, os próprios hipermercados vão ter um grande desafio”, explica à NiT.

Para criar a coleção-cápsula, as duas amigas convidaram Carla Nazareth para fazer as ilustrações. Os sacos são vendidos em packs de seis, três de cada tamanho. De um lado, os acessórios são feitos de rede (para que os produtos respirem e não retenham humidade); e do outro de um material transparente, para que “os funcionários consigam ver o que está lá dentro”. Todos eles têm um cordão para fechar com mola e podem ser guardados no frigorífico.

Não ao plástico é a premissa.

Por enquanto, os sacos estão à venda apenas online — custam 19€ (por conjunto). Em princípio, Mónica e Catarina vão tê-los na próxima edição da Feira do Livro, que acontece entre 29 de maio e 16 de junho, no Parque Eduardo VII, em Lisboa.

Quem manda nisto tudo?

Nome: Mónica Leirião 
Idade: 43 anos 
Profissão: Técnica de estudos de mercado
Peça preferida: Guarda-chuvas
Guilty pleasure: Assistir aos jogos do Sporting no Estádio de Alvalade
Convença-nos a conhecer a marca: É uma marca que dá corpo à ilustração portuguesa em objetos do quotidiano.

Nome: Catarina Almeida
Idade: 44 anos
Profissão: Empresária
Peça preferida: Saco de mão
Guilty pleasure: Ver a Guerra dos Tronos até às duas da manhã
Convença-nos a conhecer a marca: Coisas especiais para pessoas muito especiais