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Profissionais do setor fazem apelo para a abertura dos estúdios de tatuagens

Esta quarta-feira, 20 de maio, a Exink Tattoo partilhou um vídeo de sensibilização no canal oficial de YouTube.
Imagem do Facebok de Exink Tattoo.

No final de abril, António Costa apresentou a todo o País as três fases de desconfinamento. Durante o discurso, enumerou quais seriam os serviços que iriam abrir por ordem cronológica. Em falta ficaram espaços como os ginásios, spas, discotecas e bares, cuja reabertura ainda se encontra em análise.

Nesta lista estão também incluídos os estúdios de tatuagens. Em entrevista à “Lusa”, citada pelo “Notícias ao Minuto”, Theo Pedrada, que faz parte do grupo de trabalho que fundou a Associação Portuguesa de Profissionais de Tattoo e Bodypiercing (APPTBP), diz que os profissionais do setor precisam de saber quando é que podem começar a trabalhar.

“Fiscalmente sempre estivemos incluídos no CAE dos cabeleireiros, esteticistas e barbeiros, mas quando deixaram estes profissionais voltar à atividade puseram-nos de lado”, comentou. Explicou ainda que está, em conjunto com os colegas, a preparar um documento “para entregar ao Ministério da Economia e espera em breve explicar à tutela e à Direção-Geral de Saúde que tem condições para regressar ao trabalho”.

Quem também decidiu sensibilizar o governo é o estúdio de tatuagens Exink Tattoo, que fica em Braga. A marca divulgou esta quarta-feira, 20 de maio, um vídeo em português e inglês no canal oficial de YouTube no qual apela ao reinício da atividade. 

“Os estúdios de tatuagens estão fechados desde março devido a uma ameaça invisível que parou o mundo. Todos foram obrigados a adotar novas regras de higiene e segurança, tanto no trabalho como na vida privada. Luvas, máscaras, viseiras, proteção corporal, várias medidas de isolamento e desinfeção e uso de materiais descartáveis, entre outros”, começam por dizer.

E continuam: “No entanto, os estúdios de tatuagens sempre tiveram estas medidas como prioridade, mesmo antes desta epidemia, com um rigoroso controlo de higiene. Antes, durante e depois do trabalho. Mesmo assim, colocaram-nos num grupo com estabelecimentos que têm práticas nada semelhantes às nossas e com data de reabertura indefinida. E nesta incerteza está também a nossa criatividade, o nosso trabalho e a nossa vida.”

Terminam com a pergunta que querem ver respondida: “Se sempre tivemos e continuamos a ter as condições necessárias, Porque é que não nos deixam trabalhar?”. Em poucas horas, o vídeo já tem centenas de partilhas.