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Lojas e marcas

Pikikos: a nova loja sustentável de Lisboa também é café e cabeleireiro

Até a água de levar os cabelos é reutilizada para a casa de banho. A NiT conta-lhe a história deste espaço incrível.
Gabardinas cool.

Quando Mia olhou para a mãe e lhe disse que ela “era mesmo do amiga do ambiente”, Natasha Calem sorriu e soube que estava mesmo no caminho certo. Tinha acabado de dizer à filha que ia começar a vender pensos para feridas biodegradáveis da Patch na Pikikos, a sua nova loja, e percebeu que tanto a criança de seis anos como os dois irmãos (Bento de quatro e Xavier de dois) estavam cada vez mais motivados com a sustentabilidade.

O interesse desta mulher de 38 anos, filha de mãe portuguesa e pai holandês, por um estilo de vida mais ecológico já dura há muito tempo. Mas, antes disso, surgiu a parte social.

Aos 19 anos, Natacha trocou a Holanda pelo Peru durante alguns meses para fazer voluntariado. “Sempre fui educada para ajudar. Enquanto estive na América do Sul deparei-me com várias realidades e percebi que não era difícil tornarmos o mundo melhor“, conta à NiT.

Depois de regressar ao seu país, trabalhou durante 15 anos na área da responsabilidade social. Em 2004 veio para Portugal estagiar e conheceu António Paisana, o futuro marido.

Os primeiros três anos de namoro foram passados à distância, até que Natacha percebeu que o seu destino tinha um nome e que se chamava Portugal.

“Em 2010 fiz as malas, vim para Lisboa, casei-me e criei o ‘Marketplace Portugal’, um projeto já com várias edições de troca de bens e serviços. Faço parcerias com as câmaras e já houve edições em Oeiras, Cascais, Lisboa, Porto, por exemplo”, conta.

E no que consiste este projeto? “As empresas, que tanto podem ser pequenas como grandes, dizem o que têm para oferecer. E as associações sem fins lucrativos explicam aquilo que precisam. Pode ser desde apoio jurídico, serviços de contabilidade, a roupa ou brinquedos”.

“No final do evento sabemos quantos matches [parcerias] foram feitos e qual é o valor total de impacto social, normalmente cerca de 150 mil euros”, explica à NiT.

O projeto ocupa algum tempo, mas Natascha sentia que podia fazer mais. Daí nasceu a ideia de abrir uma concept store totalmente sustentável. Começou por pensar num cabeleireiro para crianças e depressa percebeu que também podia ser para adultos.