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Lojas e marcas

A Loja do Gato Preto está a ser investigada por suspeitas de contrabando

A marca portuguesa encontra-se envolvida numa investigação do Ministério Público.
O processo envolve falsificação de documentos.

Depois do caso Furacão, A Loja do Gato Preto vê-se novamente envolvida em polémica, desta vez no meio de uma investigação do Ministério Público referente a suspeitas de contrabando, segundo avança o jornal “Observador”.

O processo de acusação deste caso foi aberto em 2017 e refere-se a um alegado esquema de contrabando e falsificação de documentos, tendo como arguidos dois sócios da empresa – Marina Ramos e Mário Tendeiro – e vários funcionários.

Segundo o “Observador”, as suspeitas referem-se a 20 importações de utensílios de mesa e de cozinha em cerâmica feitas entre A Loja do Gato Preto e uma empresa chinesa entre 2013 e 2014. O OLAF (Organismo Europeu de Luta AntiFraude) confirmou em janeiro de 2017 que o esquema internacional envolvia o transporte de mercadorias de portos da República Popular da China para o porto de Klang, na Malásia, onde os documentos eram falsificados e depois enviados para Portugal.

Um mandato do Ministério Público de junho de 2017 citado pela revista “Sábado” mostrou que a fraude tinha como objetivo “fazer crer às autoridades aduaneiras nacionais que tais produtos eram originários desse país (a Malásia) e não da República Popular da China”.

Inicialmente, A Loja do Gato Preto era suspeita de omitir pagamentos de 412 mil euros em impostos aduaneiros. Também citado pela “Sábado”, emergiu um relatório de março de 2018 onde a Autoridade Tributária suspeita de um esquema utilizado pela empresa portuguesa com vários fornecedores chineses entre dezembro de 2012 e junho de 2018.

No documento, pode ler-se que “foi possível verificar que existiu um esquema construído e pormenorizadamente organizado de alteração de faturas e documentação por parte da Loja do Gato Preto e do seu fornecedor chinês Choosing com o objetivo de, não só pagar menores taxas de direitos antidumping, como também evitar o pagamento de direitos aduaneiros e consequentemente o IVA sobre esses direitos”.

Segundo avança o “Observador”, os sócios já foram interrogados duas vezes e declararam-se inocentes. Os advogados da empresa (Azeredo Perdigão & Associados), invocaram sigilo profissional, abstendo-se de comentar toda a situação.