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Lojas e marcas

Amari Home: a nova loja de Lisboa só tem peças de África (e nenhuma é igual)

Cada proposta tem uma etiqueta personalizada com a respetiva história e como foi feita.
Fica no Pátio da Ribeira.

Os dois meses de férias que passou em Portugal em 2017 mudaram para sempre a vida de Cláudia de Lemos. Nascida em Maputo, Moçambique, mas com raízes portuguesas, morava há muito tempo na África do Sul. Depois de seis anos sem vir ao nosso País, viajou até cá e rapidamente descobriu que o seu futuro passava pelo nosso País.

“Adorei estar em Portugal. Estive em Lisboa, no Algarve e na Figueira da Foz onde tenho casa. Foi tão bom que decidi organizar tudo e mudar-me”, conta à NiT a mulher de 42 anos que trabalhava em gestão de projetos.

Vir morar para cá implicava começar um novo desafio profissional. “Sempre adorei decoração, por isso decidi abrir uma loja na qual pudesse vender peças africanas”, explica. O próximo passo, ainda antes de fazer as malas, foi estudar o mercado nesta área.

Em fevereiro de 2018, deu-se a mudança e começou uma nova etapa: encontrar um espaço físico em Lisboa. Não foi fácil. “Aconteceu uma situação inesperada. Tinha já contrato fechado com uma senhoria na Calçada do Combro, mas quando ia começar a restauração houve uma infiltração enorme e tivemos de cancelar tudo.”

O que, à partida, poderia ser o destronar de um sonho acabou por tornar-se numa oportunidade. Cláudia diz ter encontrado a loja perfeita no Pátio da Ribeira, um espaço com 55 metros quadrados onde existia um negócio ligado ao azulejo português. Aliás, a nova proprietária fez questão de deixar esse apontamento típico.

Algumas das peças à venda.

Depois de algumas obras, a moçambicana abriu a Amari Home a 13 de novembro. Lá encontra dezenas de peças de decoração feitas à mão e muitas recicladas, todas elas vindas de África. “Há sugestões da África do Sul, Quénia, Moçambique, Camarões, Suazilândia, Malawi e Mali, por exemplo.”

Cláudia fez questão de ir a todos estes países para falar diretamente com os artesãos ou fornecedores. “Todas as peças têm uma etiqueta personalizada que diz onde é que a peça foi feita, o que o nome dela significa e de que materiais é”.

Numa primeira fase, a mulher de 42 anos mandou vir um contentor carregado com peças de decoração. Há, por exemplo, máscaras de touros de Mali, conhecidas por serem símbolos da fertilidade; cadeiras de Malawi com missangas; cestas de fibras vegetais feitas pelo povo Bohero que vive na fronteira do Zimbábue e Zâmbia; bonecas Namji, que são usadas como amuletos da sorte; e raras cruzes de mão da Etiópia.

As bonecas do Quénia.

Os preços variam muito: o artigo mais barato é um conjunto de saladeiras a 15€ e o mais caro é uma mesa de madeira para oito pessoas feita à mão, que chega aos três mil. “Temos também muitos objetos de coleção como um remo antigo da Etiópia [custa 179€]”, conta à NiT.

A Amari Home abre de terça-feira a domingo às 10 horas. Fecha todos os dias às 19, exceto aos sábados e domingos — durante este período é às 17 horas.

localização, contactos e horários

morada
  • Amari Home [ver mapa]
    Pátio Da Ribeira - Avenida 24 de Julho 4B, N° 1
    1200-479  Lisboa
    localizações
    Lisboa, Cais do Sodré