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Associação de Cancro Cutâneo deixa o alerta: todos os solários deviam fechar

Há estudos que comprovam a relação direta entre o uso dos aparelhos e a doença.
Pode não correr bem.

Na quarta-feira, 8 de maio, vão ser apresentados os resultados do rastreio de cancro da pele em 2018. Em antecipação, Osvaldo Correia, presidente da Associação Portuguesa do Cancro Cutâneo, fez algumas declarações à “Lusa”, citadas pelo jornal “Diário de Notícias”, nas quais defende o encerramento de todos os solários em Portugal.

“De uma vez por todas, as pessoas têm de interiorizar que os solários são indutores dos cancros de pele. Este ano surgiram mais estudos internacionais, alguns em que Portugal participou, que demonstram a relação entre a exposição prévia a solários e o aumento de risco de todos os cancros de pele“, disse.

Osvaldo Correia vai ainda mais longe. “Há uma associação entre a exposição prévia, mesmo que esporádica, e o risco aumentado dos cancros de pele, quer não melanoma, como os carcinomas basocelular e espinocelular, quer melanoma, alguns em idades mais jovens a surgir.”

Segundo o presidente da APCC, há países nos quais alguns solários já foram proibidos. “Na Austrália e no Brasil fecharam e na Irlanda já há um movimento nesse sentido. Só é pena serem precisos tantos anos de demonstrações do que era já uma suspeita.”

A 15 de maio celebra-se o Dia do Euromelanoma em Portugal e a Associação Portuguesa do Cancro Cutâneo com o apoio da Direção-Geral de Saúde vai fazer rastreios gratuitos por todo o País. Na quarta-feira, 8, a partir das 11h30, os locais onde pode efetuar as medições vão ser anunciados no site da associação.