Lojas e mercados

Atelier 1200: o novo spot obrigatório do Bairro Alto

São três marcas que se juntam no mesmo espaço. Têm coleções exclusivas, num local que é de criação, partilha, trabalho, exposição e também de aprendizagem. Veja algumas das peças que pode encontrar.

São três as marcas que foram morar para o número 30 da Travessa da Boa Hora, no Bairro Alto, em Lisboa. Em comum, todas partilham a paixão pelos têxteis, fibras naturais e materiais artesanais tradicionais. Oficina Shanti, Mazurca Handmade e Oficina 166 são três marcas com muito em comum, mas com histórias distintas.

Filipa e Rafaela são as duas amigas responsáveis pela abertura da Oficina Shanti, que, consideram, trata-se de uma marca portuguesa, mas de espírito inter-cultural. O projecto nasceu de um sonho inspirado nas viagens, pessoas, cores e aventuras experienciadas pelas duas amigas. Viajam pelo mundo em busca de têxteis étnicos, padrões e técnicas únicas de fabrico e estampagem artesanais. Apoiam artesãos e respetivas comunidades locais a manter as suas técnicas tradicionais de fabrico numa época cada vez mais industrializada e ajudam a potencializar o seu desenvolvimento.

Através de criações exclusivas, procuram ainda consciencializar os clientes para um consumo responsável e informado. As coleções que apresentam são uma fusão perfeita das cores, padrões e texturas orientais com o estilo boémio e descontraído do Ocidente. As almofadas, os sacos para tapetes de yoga, a roupa e a recém lançada linhas de sapatos artesanais são as peças que nos levam a viajar com elas.

Apostam em matérias-primas naturais (algodão, seda, lã) e se possíveis orgânicas, produzidas de forma sustentável. Os têxteis são produzidos por artesãos que gostam de conhecer e a forma de partilhar as suas histórias é através das suas coleções.

A Oficina 166
Diana Meneses Cunha tem 41 anos, é mãe de três filhos, trabalha na banca há quase 20 anos e viveu em Angola nos últimos seis. Após ter regressado a Portugal no final de 2015, fundou a marca Oficina 166.

Desde muito cedo adepta das artes manuais, descobriu na tecelagem (weaving) a forma de arte ideal para mostrar a sua criatividade. Aprendeu a trabalhar em tear com uma das mais conceituadas artistas de weaving, a Maryanne Moodie (uma australiana que vive em Nova Iorque), tendo frequentado os seus workshops até ao nível avançado. Para além das tapeçarias de parede feitas em teares, as peças que mais distinguem o trabalho de Diana são tecidas em ramos e troncos de grandes dimensões, onde o ramo substitui o tear.

Por fim, a Mazurca Handmadetem cerca de um ano e meio de vida e surge de uma mudança radical na vida da Sara, a proprietária da marca, quando esta decide trocar o laboratório pelos panos e as tintas.

Assim, trocou a Biologia pelas artes têxteis e as drosophilas pelas folhas, escaravelhos e libelinhas. Gosta de criar padrões/imagens que estampa manualmente em tecidos de origem natural e deles faz roupa, lenços e malas. Sempre que pode usa matéria-prima portuguesa, mas as técnicas que usa, como a gravura em linóleo, o blockprinting e o stencil são de inspiração estrangeira.

A verdade mesmo, é que a Biologia continua a ser a sua inspiração só que agora, já não pensa na genética das simbioses, mas antes em roupa e acessórios cheios de folhas e bichos.

Carregue na imagem acima para conhecer alguns dos trabalhos das três marcas.

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localização, contactos e horários

morada
  • Travessa da Boa Hora, 30
    1200 Lisboa
site e redes sociais
facebook
https://www.facebook.com/atelier1200/photos
horários
Aberto entre as 12h e as 21h.
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