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Viagens

Voos comerciais podem vir a ser realizados em bando para poupar o ambiente

Ideia da Airbus prevê poupança de combustível e corte nas emissões de dióxido de carbono.
Parece quase ficção

As preocupações com o ambiente estão cada vez mais vincadas na sociedade e um dos problemas que até agora parecia ser dos maiores era a questão dos voos. Para tentar resolvê-lo a Airbus está a propôr uma solução que imita os pássaros.

A gigante da aviação acredita que a engenharia atual está suficientemente desenvolvida para que seja possível os aviões comerciais voarem em bando num formação em formato v. Esta técnica é usada pelos pássaros e permite que os de trás — neste caso os aviões — poupem energia. Isto acontece porque os da frente cortam o vento fazendo com que os de trás não necessitem de tanto esforço para fazê-lo.

A técnica já é utilizada noutras áreas, como por exemplo as corridas de ciclismo, mas é a primeira vez que é sugerido que possa ser aplicada à aviação comercial. De acordo com o “The Sun”, há um voo programado para meados deste ano no qual dois A350 vão simular o voo dos pássaros e que garante a empresa ser seguro e confiável.

“O ar é suave e fácil de pilotar e não afeta o conforto dos passageiros. Há um grande potencial nisto”, garante Sandra Bour Schaeffer, responsável executiva da Airbus UpNext.

Claro que para o voo em formação em v é necessário que as rotas de voo sejam coordenadas e que o posicionamento dos aviões seja controlado por satélite para garantir a distância de segurança entre eles. Ainda assim, não há um limite de número de aviões que possam entrar no bando, depende dos controladores.

“A segurança é a nossa prioridade. Estamos a trabalhar no desenvolvimento das funções necessárias para ajudar os pilotos a ficarem na posição em segurança atrás do líder durante voos de longo curso”, explica Nick Macdonald, que faz as demonstrações da Fello’fly, área da Airbus responsável por este projeto.

Toda esta estratégia poderá poupar até 10% de combustível gasto pelos aviões e, consequentemente, representará menos emissões de dióxido de carbono. O mesmo é dizer que cada tonelada de combustível a menos representa uma poupança de três toneladas de dióxido de carbono produzidas.

Se tudo correr como esperado, é possível que no início de 2021 este esquema comece a ser utilizado.