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Veneza em crise depois das inundações: reservas de turistas não param de cair

Depois das cheias, muitas marcações foram canceladas e outras, em épocas como o Carnaval, estão anormalmente fracas.
A cidade dos canais.

As imagens correram mundo, registaram-se momentos em alguns casos aflitivos e a marca ficou. Depois de viver uma das maiores cheias de que há memória, Veneza, a cidade dos canais que nos últimos anos tinha tanto turismo que chegou a criar taxas e portagens para o controlar, está a viver uma inesperada quebra.

Segundo o “Daily Mail“, desde o passado mês de novembro que os números das reservas de hotéis não param de cair. Houve marcações já existentes eliminadas — uma taxa de 45% de cancelamentos logo após as inundações. Mas os mais preocupante, para os agentes económicos, é que as novas marcações também estão a escassear.

“Normalmente, nesta altura do ano já estamos esgotados para a véspera de Ano Novo e começamos a receber reservas para o Carnaval em fevereiro, mas tudo está vazio neste momento”, disse o chefe da Associação de Hoteleiros Venetian, Claudio Scarpa, citado pelo jornal britânico.

A meio do passado mês de novembro, a cidade sofreu a sua pior semana de inundações desde que há registos — e estes começaram em 1872. Na altura, durante apenas uma semana aconteceram quatro marés acima de 140 centímetros em apenas sete dias 

O jornal adianta que, embora as águas tenham diminuído rapidamente, as imagens tornaram-se virais e os cancelamentos começaram quase de imediato. Além disso, a grande maioria das lojas e estabelecimentos sofreu algum tipo de dano, mas estes foram rapidamente resolvidos. Os responsáveis garantem que, apesar de prejuízos, Veneza recuperou e voltou à normalidade em dias, mas não foi essa a imagem que ficou nas pessoas de todo o mundo. 

Os empresários do turismo apelam agora às pessoas que visitem Veneza nas suas compras de Natal.