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União Europeia suspende todos os voos do Boeing 737 MAX 8 no seu espaço aéreo

Questões de segurança levam à decisão, depois do acidente de domingo. Os aviões têm sido comprados por dezenas de companhias.
Aviões ficam no solo.

Dois acidentes em menos de seis meses, com o mesmo modelo e em ambos os casos fatais — e minutos após a descolagem. Mesmo sem nada ainda estar bem esclarecido, os motivos são suficientes para várias companhias tomarem a iniciativa de suspender todos os aviões Boeing 737 Max 8, depois da tragédia do passado domingo, 10 de março, na Etiópia. E os mesmos motivos levaram agora a União Europeia a proibir o uso destes aviões no seu espaço aéreo, até existirem mais explicações e certezas.

Domingo foi mais um dia negro na história da aviação mundial. O aparelho da Ethiopian Airlines que fazia a ligação entre Addis Ababa, na Etiópia, e Nairobi, no Quénia, despenhou-se no solo após seis minutos no ar, não deixando sobreviventes. Havia passageiros de dezenas de nacionalidades e vários com passaporte das Nações Unidas: 157, no total.

Cinco meses antes, em outubro do ano passado, num outro Boeing 737 Max 8 mas da companhia indonésia Lion Air, 189 pessoas morreram, também numa queda depois de menos de 20 minutos no ar. “Dado que os dois acidentes envolveram dois modelos Boeing 737 MAX 8 entregues recentemente e que ocorreram durante a fase de descolagem, há algum grau de semelhança”, afirmou a Administração da Aviação Civil da China na segunda-feira, 11 de março.

Agora, e depois de Alemanha, França, Irlanda e Reino Unido — e quase 30 companhias no total — terem suspendido o uso deste modelo ou fechado os espaços aéreos à circulação do Boeing 747 MAX 8, a União Europeia também proibiu a circulação destes aparelhos, noticia a “TVI24“.

À televisão — e num momento em que, mesmo com as caixas negras do avião recuperadas, ainda não são conhecidos os motivos do acidente —, o presidente da Associação dos Pilotos Portugueses de Linha Aérea, Miguel Silveira, explicou que o maior perigo no momento é, precisamente, “a incógnita”. O aparelho foi a grande aposta da Boeing nos últimos anos para voos de curto e médio curso e tem sido comprado por dezenas de companhias em todo o mundo.