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Um roteiro pela Aldeia da Pena e mais 12 coisas imperdíveis em Viseu

O maior concelho do interior do País tem um vasto património histórico e cultural e lançou um roteiro de realidade aumentada.
Que viso eu?

Durante a primavera, flores de carquejas e queirós pintam de amarelo e roxo a Serra de São Macário, no interior de Portugal. Ao descer a sinuosa estrada que leva à Aldeia da Pena, a norte do município de São Pedro do Sul, qualquer pessoa fica encantada com as cores da paisagem.

A flor do queiró é a matéria-prima utilizada por António Arouca para fabricar o mel da Aldeia da Pena. Ele é um dos seis habitantes da pequena aldeia do distrito de Viseu. Logo no primeiro minuto de conversa com a NiT, faz questão de dizer isso: é o único produtor de mel autorizado da região.

Aos 75 anos, o apicultor sonha com o desenvolvimento do local, sobretudo depois do Prémio Cinco Estrelas Regiões 2019 que a Aldeia da Pena recebeu na categoria Aldeias e Vilas.

“Vejo a aldeia crescer e as pessoas interessadas em gastar o dinheiro aqui. A Pena está em evolução e cada vez mais turistas de todos os países nos vêm visitar. Não trocava a Pena por Lisboa de jeito nenhum”, conta à NiT António Arouca.

António e a mulher, Augusta, abrem a loja todos os dias para vender artesanato e mel. “Se estiver fechada, é só chamar porque moramos mesmo ao lado”, explica o apicultor, que vive por ali desde 1991.

A casa e a loja do casal são feitas em xisto e ardósia. As típicas construções de pedra são um dos maiores postais desta região.

Por enquanto, a Adega Típica da Pena é o único restaurante aberto. Alfredo e Ana Brito comandam o espaço que serve pratos típicos da região, como a vitela e o cabrito assado. As filhas Mariana, 18 anos, e Margarida, 12 anos, ajudam nas tarefas aos fins de semana. Foram as últimas crianças que nasceram na aldeia e apesar de parecer solitário, elas adoram viver ali.

“Viver no meio da natureza é muito bom, mas neste momento estou em Viseu por causa da faculdade de Nutrição. Aqui é o nosso sossego. Posso não ter amigos, mas temos amigos na escola e eles adoram visitar-nos porque têm muita curiosidade com a vida por aqui”, conta Mariana Brito à NiT.

Um percurso de uma hora separa a Aldeia da Pena da cidade de Viseu, a mais importante do distrito. O maior concelho do interior do País tem 100 mil habitantes e uma longa história. São cerca de 2500 anos de mistérios, de sabores e pratos fartos e de um vasto património histórico e cultural.

A Feira de São Mateus, o linho de Várzea de Calde, o prato típico Rancho à Moda de Viseu, o doce Viriato, a Sé Catedral e a Serra do Caramulo foram os ícones “Cinco Estrelas” espontaneamente escolhidos pela população para representar o distrito de Viseu.

“O Prémio Cinco Estrelas Regiões pretende identificar o que de melhor existe em Portugal, região a região, ao nível do património, recursos naturais, gastronomia e vinhos, arte e cultura e outros ícones regionais de interesse nacional”, conta à NiT Débora Santos Silva, uma das fundadoras do prémio.

Ao longo dos anos, a cidade-jardim — como é conhecida a cidade de Viseu — tem-se reinventado e se modernizado, mas sem perder as tradições. O maior entusiasta dos projetos de inovação e divulgação de Viseu é o vereador municipal da Cultura, Património, Turismo e Marketing, Jorge Sobrado.

No dia 18 de maio, lançou o pólo virtual do Museu de História da Cidade. Além de visitas virtuais a exposições do museu, a aplicação “Viseu 5.0 — Estórias em Realidade Aumentada” permite que os utilizadores façam um roteiro pela cidade enquanto são guiados por personalidades históricas como o Infante Dom Henrique, Ramiro II ou o fadista Augusto Hilário.

“Quisemos olhar para o calendário da cidade e criar momentos de ativação do destino dando uma roupagem contemporânea com um cartaz cultural, experiências turísticas, experiências vinhateiras, roteiros de street art, etc.. O storytelling é uma das áreas que queremos investir mais no próximo ano”, conta Jorge Sobrado à NiT.

Este ano, Viseu assumiu-se como “Destino Nacional da Gastronomia” e tem uma agenda de eventos gastronómicos ao longo do ano, mas há muito mais para conhecer além dos deliciosos pratos típicos.

Carregue na galeria para ver o roteiro na região sugerido pela NiT.