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Bruxelas antecipa que turistas europeus vão poder mover-se livremente no verão

Comissão Europeia prevê “medidas sanitárias praticamente idênticas” às de cada país, para quem se queira movimentar na UE.
Turismo será possível, pelo menos em teoria.

Algo que parecia impossível ainda há poucas semanas é agora uma realidade aparentemente possível e atingível. A Comissão Europeia está a antecipar que, no próximo verão, os turistas europeus sejam capazes de “se mover livremente” na União Europeia, dispondo de medidas de segurança “praticamente idênticas” às dos seus países, devido à pandemia de Covid-19.

“Os turistas serão capazes de se mover livremente dentro da UE com medidas sanitárias e de segurança praticamente idênticas”, afirmou esta segunda-feira, citado pela Lusa, o comissário europeu do Mercado Interno, Thierry Breton. Isto depois de, na passada quarta-feira, a Comissão já ter recomendado aos estados membros que retomassem a livre circulação na UE assim que possível, visando um restabelecimento acautelado dos serviços de transporte e do turismo a pensar no verão.

Garantindo estar em “contacto próximo” com os ministros do Turismo dos 27 da UE Thierry Breton indicou que estas recomendações “foram bem recebidas” por estes governantes, o que o levou a depreender que se irão alinhar com as medidas propostas pelo executivo comunitário.

Claro que quando alguém sai do seu país para passar férias no sul de Itália, por exemplo, esse turista tem de ter conhecimento das medidas em vigor e de como pode estar seguro nas suas férias no estrangeiro”, nomeadamente “adotando as precauções que já aplicava no seu país de origem”, referiu o comissário europeu.

Frisando que o turismo é “um setor crucial” para países como Itália, que foi também um dos mais afetados pelo novo coronavírus, Thierry Breton mostrou-se confiante de que a retoma dos serviços turísticos no espaço comunitário “vai correr bem”.

Já sobre eventuais acordos bilaterais para abertura de fronteiras entre países vizinhos “com situação epidemiológica semelhante”, ou os chamados corredores entre países, o comissário europeu admitiu a existência deste tipo de iniciativas, mas notou que “deve ser assegurado que qualquer pessoa, independentemente da sua nacionalidade, possa viajar”.

Na prática, a maioria dos estados da UE tem ainda as fronteiras externas e internas fechadas, não sendo claro quando os países levantarão as restrições às viagens. As decisões serão feitas por cada país, dentro de orientações e de uma abordagem coordenada a nível europeu e tendo como base critérios como a taxa de transmissão, capacidade do sistema de saúde, entre outras.

Segundo a Ambitur, numa entrevista publicada na passada terça-feira, 12 de maio, o especialista principal do Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças (ECDC) para resposta e operações de emergência, Sergio Brusin, recomendou aos países que sejam “cautelosos” e “vigiem” o levantamento das medidas restritivas. “Com alguma cautela, é possível recomeçar, mas também é necessário entender que esta não será uma temporada normal de turismo ou de viagens, será uma temporada com uma lenta reabertura da economia”, adiantou Sergio Brusin, do ECDC, à Lusa.

tags: turismo, UE, viagens