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A Uber foi banida de Itália

O tribunal decidiu que os serviços da empresa constituem “concorrência desleal” e proibiu-a de continuar a operar no país.

Os serviços têm de terminar imediatamente e a empresa tem de abandonar o país. Foi esta a decisão de um tribunal italiano, que decidiu contra a Uber num processo levantado por um consórcio de associações de táxis. A sentença foi divulgada esta sexta-feira, 7 de abril, e é bastante clara: o trabalho da empresa de transporte de passageiros constitui “concorrência desleal” e não pode continuar a acontecer em Itália.

A notícia foi avançada pela Reuters, que teve acesso aos documentos divulgados em tribunal. Num deles lia-se: “O tribunal diz que a Uber não pode usar as aplicações de telemóvel Black, Lux, Suv, X, XL, Select e Van, nem promover ou anunciar os seus serviços em Itália”.

A unidade da Uber em Itália mostrou-se chocada e garante que vai recorrer. Acrescentou ainda que a decisão foi baseado numa lei com 25 anos e que o governo italiano tem de decidir se quer permanecer agarrado ao passado ou permitir que a população beneficie das novas tecnologias.

Após a decisão do tribunal, a Uber tem dez dias para recorrer, e pode ainda conseguir uma suspensão da sentença por um período de dois meses. No entanto, se um juiz secundário confirmar o veredito inicial, a multinacional norte-americana vai ser mesmo obrigada a sair de Itália. Se desafiar a proibição, as multas ascendem aos dez mil euros por cada dia de permanência no país.