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Sempre quis ir à Oktoberfest? Nós dizemos-lhe como — e quanto paga

O festival de cerveja mais famoso do mundo realiza-se entre 21 de setembro e 6 de outubro. É desta, ainda vai a tempo.
É uma experiência única na vida.

É o maior e melhor evento do mundo para quem gosta de cerveja; mas na verdade, nem precisa de apreciar a bebida para usufruir de toda a animação, festa, gastronomia, atividades e loucura que é a alemã Oktoberfest. Com o aproximar do mês de outubro, multiplicam-se eventos em todo o mundo com este nome, pretendendo homenagear a bebida da cevada e o festival que sempre a celebrou. Mas nada como ir ao original, e porque não? A NiT explica-lhe como o fazer. 

A Oktoberfest é o evento mais conhecido de toda a Baviera, Alemanha, e decorre anualmente entre o final de setembro e início de outubro, em Munique. Foi criado pelo rei bávaro Ludwig I para celebrar o seu casamento em 1814.

Este ano, acontece entre 21 de setembro e 6 de outubro, e tem dezenas de atividades — além da indispensável cerveja, que é servida em grandes canecas. Para começar, a festa tem cerca de 17 tendas grandes e várias pequenas, com pratos típicos e muita bebida.

Mas há muito mais: música, ateliês, uma roda gigante, carrosséis e atrações estilo parque de diversões e muito folclore. E eventos, tantos que há um calendário que pode consultar. Todos podem entrar na Oktoberfest, e em todas as tendas, gratuitamente. 

O espaço tem novas atrações, como o “Pendente do Caos”, o “Predador”, também uma mega corrida de obstáculos ao estilo “Survivor” e ainda o regresso do Royal Bavarian Court Photographer. Aqui, pode tirar fotos com todo o tipo de adereços históricos, cenários e fantasias.

No primeiro domingo, 22 de setembro, realiza-se um desfile por Munique, com milhares de pessoas ao longo de sete quilómetros, exibindo trajes, músicas e danças tradicionais da Baviera. 

Há ainda lojas, artesanato e os dias de família, às terças feiras, com eventos especiais. Pode saber tudo na página do evento. 

Em 2018 foram batidos todos os recordes: passaram por lá, durante as duas semanas do festival, mais de sete milhões de visitantes, com 6,9 milhões de litros de cerveja servidos.

Fazer as malas e ir

Apesar de já estarmos próximos do festival, há boas notícias se deixou para a última hora mas sente que não pode esperar mais um ano: ainda consegue voos entre Lisboa e Munique, para a altura do evento, a cerca de 240€, ida e volta.

Uma vez na capital da Baviera, a melhor maneira de ir para a Oktoberfest é mesmo de transportes, até porque ir de carro é desaconselhado, graças aos perímetros de segurança e áreas interditas. Durante a festa, a frequência de autocarros e metros em Munique é maior do que o habitual, e também há táxis, se os conseguir.

Para dormir, muitos dos hotéis em Munique para as datas da Oktoberfest esgotam meses antes e os que sobram têm preços incomportáveis, mas nem tudo está perdido; ainda encontra opções em plataformas como o Airbnb em conta (a rondar os 100€ por noite, duas pessoas).

Se preferir, tem outra opção: os pacotes completos. A Abreu tem alguns disponíveis, com voo e alojamento, a partir de Lisboa, a 719€.

Pode ainda escolher uma aventura de autocaravana: poupa dinheiro na estadia. A portuguesa Indie Campers, por exemplo, que já tem armazéns em toda a Europa, está com preços acessíveis, a rondar os 60€ por noite, para quatro pessoas, para caravanas recolhidas em cidades próximas onde o preço dos voos não é tão alto como os voos para Munique — como Zurique, Lyon, Milão ou Frankfurt. E assim pode explorar os arredores.

Finalmente, e ainda em relação a dormida, há sempre os parques de campismo disponíveis: o mais próximo é o Wiesn. No Estádio Olímpico de Equitação, tendas, caravanas e contentores para dormir estão disponíveis durante a época da Oktoberfest.

De resto, há regras básicas para tudo correr bem: a entrada não se paga mas se quiser garantir mesa ou ir em grupos grandes, convém reservar bilhetes para uma tenda específica. Os carrinhos de bebés são condicionados em algumas horas, devido à quantidade de pessoas. Tente evitar os fins de semana e, mesmo à semana, chegue o mais cedo possível. Ah, e a cerveja é particularmente forte, convém ter cuidado.

 

Para comer, há dezenas de tascas com comida: a especialidade é frango com batatas, que liga mesmo bem com a cerveja. Mas também existem as clássicas salsichas alemãs e sandes. E não pode perder os pretzels gigantes, vendidos por raparigas vestidas a preceito, por todo o recinto. 

O que vale a pena ver em Munique

A beleza deste programa é que Munique também é um bom destino. Assim, pode, numa escapadinha de quatro dias por exemplo, ir dois dias à Oktoberfest e tirar outros dois para conhecer a cidade, aproveitando o investimento.

É a maior cidade da Baviera e a terceira maior da Alemanha. Mesmo à parte do festival, vive muito ligada à tradição e indústria cervejeira, e tem bares incríveis. Há quem lhe chame “cidade da arte e da cerveja”, porque a cena artística é histórica.

O Kunstareal, o bairro de arte de Munique, é um bom ponto de partida, com quatro museus principais que exibem tudo, desde mestres holandeses até design dos anos 60. A cidade também possui diversos museus, de temas tão díspares como a própria Oktoberfest, ou carros BMW.

Outro ponto de passagem são os palácios reais da região, e os jardins imponentes. Munique tem uma série de monumentos e edifícios medievais: três portões da cidade, além da catedral de Munique, a Frauenkirche e a antiga prefeitura, na Marienplatz (praça central). 

E se a cidade velha é incrível, Munique tem um lado de negócios, de moda, de marcas e de economia. E, claro, uma ótima vida noturna.