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Ryanair volta a ser a pior companhia do ano para os passageiros

Criticas incidem sobre comida e lugares apertados. Low cost tem vindo a crescer a um ritmo menor.
Empresa já reagiu.

É a pior companhia para voos de curta-duração do mundo e quem o diz são os consumidores ingleses. E dizem-no pelo sexto ano seguido.

Num estudo realizado anualmente pelo grupo de consumidores Which? (uma espécie de Deco britânica), os passageiros deram à companhia a menor classificação possível para o embarque, o conforto do assento, a comida e bebida e o ambiente da cabine. Tudo isto no segmento de companhias aéreas de curta distância.

Segundo o “The Guardian“, os utilizadores dizem ainda que a low cost irlandesa recebe passageiros com custos ocultos.

A empresa, que é a que transporta mais passageiros na Europa, tem vindo a crescer a um ritmo mais lento nos últimos anos: embora todos os anos aumentem os lucros e o número de pessoas que a utilizam, entre conflitos e greves este aumento está agora a abrandar.

Perante o estudo da Which?, no qual 70% dos entrevistados que manifestaram uma preferência dizem mesmo especificamente que “não utilizariam a Ryanair”, a companhia já acusou a amostra e a informação de não serem representativas. A empresa defende que oito mil opiniões, entre 141 milhões de passageiros, não têm muito valor estatístico.

Segundo o jornal, a pesquisa sugere que as tentativas recentes da low cost para mostrar ao público de que é uma companhia aérea melhor, ainda não foram recompensadas. E que o que prejudicou mesmo a sua reputação foi a sua recusa em pagar indemnizações aos passageiros afetados por algumas das greves que aconteceram em 2018.

Pela positiva, no ranking de 19 companhias com voos a partir do Reino Unido surgem, nos primeiros lugares, a Aurigny Air Service, a Swiss e a Jet 2. A easyJet surge em 11.º lugar.