NiTfm live

Viagens

Raja Ampat: o maior paraíso natural do mundo continua a ser um segredo

Este arquipélago na Indonésia tem mais de 1500 ilhas com a maior biodiversidade do planeta.
Conhecido pelo mergulho.

Atenção: a leitura deste artigo pode ter como efeito secundário querer largar tudo, ir às suas poupanças e marcar já uma viagem para a próxima semana. Agora que o aviso está feito, e que está por sua conta, vamos contar-lhe um segredo.

Há um paraíso secreto na Indonésia de que talvez nunca tenha ouvido falar, mas que nunca mais vai esquecer. Chama-se Raja Ampat e é um arquipélago com cerca de 1500 ilhas de natureza selvagem na Papua Ocidental.

Todas as ilhas têm montanhas de rocha cobertas de vegetação densa, cercadas de águas cristalinas e que reúnem as melhores condições de mergulho do mundo. É que Raja Ampat fica no triângulo dos corais, uma região conhecida por ter a maior biodiversidade do planeta: três quartos dos corais e 75 por cento das espécies marinhas do mundo.

O nome significa literalmente ‘os quatro reis’ e acredita-se que deriva de uma lenda que conta a história de uma mulher que encontrou sete ovos. Quatro deles chocaram e tornaram-se reis das quatro ilhas principais, enquanto os outros três tornaram-se numa mulher, num fantasma e numa pedra.

A primeira vez de que há registos de Raja Ampat ter sido avistada foi em 1526, pelo navegador português Jorge de Menezes. Hoje em dia é um paraíso para o mergulho, o turismo de natureza e a observação de animais. Além disso, a região é conhecida pela sua hospitalidade. Muitas das ilhas têm muito pouco turismo e os visitantes são recebidos sempre com sorrisos.

O verde da floresta cerrada contrasta com a areia branca e os vários tons de azul do mar. As fotografias tiradas neste local vão torná-lo na pessoa mais invejada do seu grupo de amigos e disparar o número de likes na sua conta de Instagram.

O melhor caminho para lá chegar

Várias das ilhas são praticamente inacessíveis, mas há quatro principais que são as melhores opções para conhecer. As Four Kings (as tais Quatro Reis) são: Misool, Salawati, Batanta e Waigeo. As quatro têm barcos para fazer as respetivas ligações.

De qualquer forma, o ponto de partida será sempre Sorong. Para chegar até lá há voos que partem de Bali ou Jacarta (Indonésia), ou ainda Singapura. Já para se deslocar entre ilhas terá sempre de optar pelos barcos.

De 9 a 20 de dezembro, por exemplo, consegue viajar para Sorong, desde Lisboa e Jacarta, por 1444€, ida e volta (todas as cidades).

Incrível.

Tudo o que pode fazer

Não pode mesmo perder a oportunidade de fazer mergulho ou snorkeling, onde pode ver mais de 1400 espécies de peixes. Imperdíveis são também os passeios em kyak e assistir ao pôr-do-sol. E sim, pode fazer tudo isto em qualquer ilha.

A maior parte dos alojamentos têm a opção de reserva de aulas de mergulho. Se quiser reservar com antecedência e diretamente com algumas das escolas principais, pode usar a plataforma Divebooker. Um dia, dois mergulhos, começa nos 78 dólares (70,86€) por pessoa.

Por falar em ilhas, não deve perder Piaynemo (Fam Islands), conhecida pelas rochas em forma de cogumelos gigantes e as águas turquesas; Misool, com o seu santuário de tubarões e mantas; ou a cascata, em Batanta.

Raja Ampat
Mergulho.

A melhor altura para marcar a viagem

A melhor altura é mesmo entre outubro e dezembro, uma vez que é a época seca. De junho a setembro é a altura das monções (períodos de chuvas intensas). E em janeiro, apesar de ser verão, há alguns aguaceiros fortes, pelo que costuma ser melhor evitar.

Os sítios para dormir

Claro que vai depender muito das ilhas que quiser visitar, mas há duas grandes categorias de alojamento: os resorts, normalmente de luxo, e os bugalows, que usualmente são casas de madeira sobre a água.

Tomando como exemplo a ilha de Piaynemo, tem o Agusta Eco Resort, onde encontra um bungalow por 175€, duas pessoas, para uma noite em dezembro. Ou o Methos Homestay, onde uma villa com vista mar fica a 45€ para duas pessoas, por noite.

E o pouco que há para comer

São raros os restaurantes existentes, em algumas ilhas até nem existem. Por isso mesmo, todos os hotéis têm restaurante e a maior parte das reservas é feita com pensão completa. E atenção: deverá trocar algum dinheiro para a moeda local (rupias indonésias). Não há muitas caixas multibanco e pode, precisamente, ter de pagar comida nos mercados.

Agusta Eco Resort.