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Pelo menos 55 elefantes morreram à fome no maior parque nacional do Zimbabué

Este é o resultado de uma das piores secas de sempre do país e do colapso da economia.
Problema no Zimbabué.

Nos últimos dois meses, pelo menos 55 elefantes morreram de fome no maior parque nacional do Zimbabué, o Parque Nacional Hwange, avança a agência “Lusa”, citada pelo “Diário de Notícias”. Os responsáveis do parque referem que este acontecimento resulta de uma combinação da pior seca que tem assolado o país no últimos anos e o colapso da economia do mesmo.

“O problema é real, a situação é terrível”, reconheceu esta quarta-feira, 21 de outubro, o porta-voz da National Parks and Wildlife Management Authority, Tinashe Farawo. Há ainda vários outros animais, como os leões, afetados pelo mesmo problema.

A situação de seca extrema levou à falta de alimentos nos parques naturais do país e a muitos animais ultrapassarem as fronteiras das reservas onde se encontram, para destruir plantações e até, por vezes, matarem pessoas.

Só este ano terão morrido 20 pessoas. “A maior ameaça” aos animais selvagens no Zimbabué é agora a “perda de habitat”, de acordo com Tinashe Farawo, que acrescentou: “Conseguimos reduzir significativamente a caça furtiva… estávamos a perder centenas de elefantes nos últimos anos, mas no ano passado perdemos não mais de 20 por efeito da caça furtiva”.

O Zimbabué tem uma das maiores populações de elefantes de África e tem vindo a tentar sensibilizar entidades internacionais e países da Convenção sobre o Comércio Internacional das Espécies de Fauna e Flora Selvagens Ameaçadas de Extinção no sentido de lhe ser autorizada a caça e exportação de mais marfim, para aliviar a pressão sobre os habitats dos animais e angariar dinheiro necessário para a conservação.