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O guia perfeito para conhecer Malta (segundo um casal de viajantes portugueses)

Luísa e Francisco — Comewithus no Instagram — deixam as melhores dicas da sua viagem recente a Malta.
Na Basílica Ta’ Pinu, em Gozo.

É um dos destinos mais procurados pelos portugueses nos últimos anos e percebe-se porquê: tem praias, clima ameno, cultura, sete mil anos de história, boa gastronomia, vida noturna — e como se tudo isto não bastasse, ainda tem cenários reais de “A Guerra dos Tronos“.

O arquipélago de Malta deixou de ser um destino quase de luxo, para se tornar uma das ilhas da Europa mais na moda, graças aos voos diretos e à baixa de preços.

Luísa e Francisco, um casal de viajantes e instagrammers que é mais conhecido como Comewithus nas redes sociais — onde têm já mais de 20 mil seguidores — visitaram o histórico país em junho e contaram tudo o que viram: primeiro em algumas imagens, na sua conta de Instagram, depois num roteiro que fizeram agora especialmente para a NiT.

O casal conheceu-se há apenas dois anos, por intermédio de amigos. Luísa, 33 anos é jurista de profissão e sempre viajou desde criança, conhecendo já “mais de 40 países”.

Francisco, de 35 anos, é editor de vídeo num canal de televisão. Descobriu um pouco mais tarde o vício das viagens e hoje, associado à fotografia e ao vídeo, é o que mais gosta de fazer nos tempos livres.

Quando a relação começou, o gosto pelas viagens foi uma das coisas que uniu o casal e passados três meses de namoro fizeram a primeira aventura: juntos à descoberta de Marrocos, de carro.

“Eu adoro cozinhar e experimentar novas gastronomias, o Francisco é apaixonado por fotografia e vídeo, o que são duas áreas diferentes que tornam a experiência de viajar ainda mais enriquecedora”, conta Luísa à NiT.

“Fomos para Marrocos, há cerca de um ano e meio, já com uma ideia de fazermos um canal de Youtube sobre viagens. Ao mesmo tempo abrimos contas noutras redes sociais e reparamos que o Instagram foi a que alcançou mais popularidade. Resolvemos apostar nela com fotografias dos vários locais por onde passamos”, adianta.

Desde junho do ano passado, altura em que foi fundada, até agora, o crescimento de seguidores foi constante. “Nunca imaginamos que fôssemos crescer tão rápido. Não somos viajantes a tempo inteiro. Cada um de nós tem as respetivas profissões e viajamos para fora cerca de quatro a cinco vezes por ano. Quando estamos por cá aproveitamos quase todos os fins de semana para ir passear pelo nosso país que também tem muito para oferecer.

Nestas escapadas, já conheceram juntos Marrocos, Tailândia, Cambodja, Índia, Emirados Árabes Unidos, França, Espanha e agora Malta.

Na seleção de próximas aventuras, explicam porque Malta foi uma escolha certa. “É um destino que fica a três horas de Lisboa, relativamente barato e com pouca confusão turística, por enquanto, e sobretudo se se evitar os meses de julho e agosto, como nós fizemos”.

No inicio do mês de junho passaram nove dias no arquipélago, visitando a ilha maior, Malta, e as duas ilhas mais pequenas e menos conhecidas – Gozo e Comino. Aqui fica o seu roteiro, na primeira pessoa.

Como ir:

Antes de irmos alugamos carro, que é indispensável para conhecer bem a ilha de Malta e Gozo. Existe uma linha de autocarros por toda a ilha de Malta e Gozo que funciona bem e com custo reduzido. No entanto, caso desejem explorar lugares mais remotos e não queiram estar condicionados a horários aconselhamos a alugar carro (reservado com antecedência custou cerca de 25€ por dia já com os seguros incluídos). Conduzir com o volante à direita foi um desafio nos primeiros dias, mas rapidamente nos acostumamos.

Chegamos a Malta à noite num voo direto que partiu de Lisboa cerca das 22 horas. Nessa noite o nosso hotel foi em Sliema (a cerca de 10 minutos da capital). O dia seguinte foi passado a explorar a costa de Sliema e o centro da capital de Malta, com as várias catedrais, a traça própria dos edifícios de Malta que faz lembrar o sul de Itália mas também um pouco do norte de África.

No dia seguinte rumámos a Gozo, uma ilha a norte de Malta, que vale muito a pena conhecer pelas paisagens mais rurais e genuínas e pelas inúmeras basílicas e igrejas barrocas. Existem ferries a todas as horas que transportam pessoas e carros (o trajeto custa cerca de 25€ ida e volta com um carro). Estivemos nesta ilha uns três dias e não achamos que tivesse sido demais. A verdadeira beleza natural de Malta está nesta ilha, com a sorte de ser muito menos turística do que a ilha principal.

Com um carro alugado aconselhamos que se percam no meio daquelas estradas secundárias que cortam campos com fardos de palha, que, ao final do dia conferem uma paisagem única ao cenário.

Na nossa estadia em Gozo aproveitamos a proximidade para ir durante um dia inteiro a Comino (a ilha mais pequena e mais selvagem do arquipélago). É aqui que se encontra a Blue Lagoon, incontestavelmente a praia mais bonita do país. O ponto negativo desta praia é que tem um areal muito limitado que rapidamente se enche com turistas. Por isso, se forem adeptos de estar deitados na areia e quiserem tirar boas fotografias, aconselhamos que apanhem no porto o primeiro barco da manhã.

Após os três dias em Gozo regressamos a Malta por mais três, onde tivemos a oportunidade de conhecer algumas praias e outros locais da ilha, para além da capital.

A maioria das praias em Malta são de pedra, e, para quem não prescinde de uma toalha na areia aconselhamos as praias Golden Bay e Riviera, no norte da ilha. Apesar da ausência de areia também é imperdível a visita às piscinas naturais “St. Peter’s Pool”. Reservamos uma tarde para conhecer a antiga capital de Malta, Mdina, uma cidade fortificada repleta de charme e história.

O que ver:

A não perder na ilha de Malta, os visitantes devem anotar visitas a Mdina (antiga capital de Malta); Marsaxlokk (aldeia piscatória); Blue Grotto; Popeye Village; St. Peter’s Pool; Golden Bay Beach; Riviera Beach; Sliema; Valetta e St. Paul’s Bay.

A não perder na ilha de Gozo: A Basílica Ta’ Pinu; Salt Pans (Salinas junto ao mar); Basílica St. George; Wied il-Għasri; Inland Sea (Dwejra Bay); Xlendi Bay; Centro histórico de Victoria e Ramla Beach.

A não perder em Comino, a Blue Lagoon — há barcos que fazem o trajeto de ida e volta para Gozo e que, no regresso fazem uma visita pelas grutas.

Onde comer: 

Para quem gosta de comida italiana e mediterrânica de um modo geral não irá ter problemas com a alimentação em Malta. São inúmeros os restaurantes italianos no país, mas houve um que nos marcou especialmente pela qualidade das pastas frescas – La buona trattoria del nonno, que fica em St Pauls Bay. 

Como lá chegar:

Em abril do ano passado, a Air Malta voltou a Portugal com duas novas rotas semanais, às quintas-feiras e domingos, entre Lisboa e Valletta. Desde 2006 que a companhia não tinha voos regulares da nossa capital, que justifica agora pelo forte crescimento na procura por parte dos portugueses.

Nesta nova ligação, no site da Air Malta, consegue voos diretos de Lisboa a partir de 78€ ida e volta, um valor para dezembro. No resto do ano, os preços continuam bastante acessíveis: entre os 70€ e os 120€.

Carregue na galeria para ver mais imagens da viagem de Luísa e Francisco por Malta e pelas Ilhas de Gozo e Comino e conhecer os incríveis locais que pode visitar.