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Notre-Dame vai reabrir para uma missa — mas os participantes terão de usar capacete

No dia em que se assinalam dois meses certos sobre o fogo que devastou a catedral, uma celebração simbólica vai ali ocorrer.
Catedral será reconstruída.

Foi há exatamente dois meses que um fogo devastou a Catedral de Notre-Dame. A 15 de abril, um dos monumentos mais importantes, visitados e icónicos do planeta foi assolado por um violento incêndio, que deixou danos extensos na estrutura. No entanto, já no próximo fim de semana, de 15 e 16 de junho, o espaço vai reabrir, ainda que parcialmente, para uma celebração simbólica.

Esta segunda-feira, 10 de junho, o reitor da catedral, Mons. Patrick Chauvet, anunciou que a primeira missa após o incêndio será celebrada no sábado ou domingo, 15 ou 16 de junho. No entanto, apenas alguns membros da igreja vão participar — e terão que usar um capacete, frisou. 

Citado por vários meios franceses, o reitor adiantou que a missa celebra a festa da dedicação da catedral e da consagração do altar e realiza-se todos os anos, normalmente a 16 de junho. No entanto, a celebração deverá acontecer este ano no dia 15, para assinalar os dois meses do fogo.

O responsável acrescentou que vão apenas participar na cerimónia seis ou sete sacerdotes, bem como o arcebispo e alguns outros membros do clero, que terão que usar um capacete como os utilizados ​​pelos trabalhadores da reconstrução, por motivos de segurança. A missa irá acontecer numa capela ao fundo da catedral, que não foi afetada pelo incêndio.

Está a ser ponderada a celebração das vésperas na praça em frente à catedral, aí sim com participação do público, mas estes planos ainda precisam de aprovação.

A reconstrução da Catedral de Notre-Dame já recomeçou, graças a uma histórica angariação de fundos, mas mesmo com o arranque das obras ainda são debatidos os problemas da segurança da estrutura e o rumo da restauração. 

O presidente francês, Emmanuel Macron, já afirmou que pensa reabrir a catedral ao público nos próximos cinco anos, a tempo dos Jogos Olímpicos de 2024 em Paris.

Na noite do incêndio, a NiT contou-lhe toda a história de Notre-Dame, que já sobreviveu a duas guerras mundiais, pilhagens e boicotes.