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O degelo na Gronelândia tem batido recordes nos últimos dias

Os cientistas avisam que o fenómeno este ano está a chegar de forma precoce; e que já se faz sentir no clima.
A situação está a piorar.

Os cientistas avisaram e há algumas medidas que estão a ser tomadas, mas a situação não parece melhorar. Pelo contrário: à medida que o verão deste ano se aproxima do Árctico, o gelo na Gronelândia está a derreter numa rapidez aparentemente sem precedentes. Dizem os especialistas que, desde que há medições meteorológicas via satélite, a extensão do gelo sobre o Oceano Árctico nunca foi tão baixa em meados de junho como agora.

O alerta chega da Universidade da Califórnia, citada pelo “Washington Post“: a Gronelândia viu a sua temperatura subir acima do normal na passada quarta-feira, dia 12 de junho, enquanto a água aberta começa a surgir em lugares ao norte do Alasca, onde raramente, ou nunca, tal acontecia, pelo menos nesta altura do ano.

É “outra série de eventos extremos, consistentes com a tendência de longo prazo de um aquecimento, a mudar o Árctico”, explica ao jornal Zachary Labe, investigador do clima desta universidade.

Os especialistas afirmam que os Dados do Centro Nacional de Dados de Neve e Gelo mostram que o manto de gelo da Gronelândia parece ter testemunhado, na passada semana, o seu maior evento de derretimento tão cedo no ano.

Isto traz preocupações para o verão que se avizinha. O tempo nos próximos meses irá determinar quanto mais a camada de gelo derreterá e se 2019 é ou não um recorde. Mas os cientistas que estudam a região ressalvam que o clima da Gronelândia é muito variável e pode mudar rapidamente.

E avisam ainda que a temperatura mais alta no Árctico e estes degelos já surtem efeitos no clima mundial, pois estão a empurrar o ar frio, normalmente contido naquela região, para as latitudes médias.