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No final da viagem, o que acontece aos cobertores que lhe dão nos aviões?

Serão lavados? Serão reutilizados sujos, reciclados ou doados? A NiT resolve um dos grandes mistérios dos últimos 100 anos.

O verão é das alturas do ano em que mais viajamos de avião, por isso e paradoxalmente, os ares condicionados costumam estar no modo “gelado” e as mantinhas ou cobertores oferecidas pela tripulação são ainda mais populares. Mas já alguma vez se questionou sobre o que acontece aos cobertores que lhe dão nos aviões? De onde vêm e para onde vão? E já agora, o que acontece aos headphones?

Muita coisa mudou nos últimos anos, muitas especulações se fizeram, muitos artigos realçaram os alegados riscos de usar cobertores dos aviões por serem fontes de bactérias. Mas, pelo menos a avaliar pelas respostas oficiais das principais companhias áreas, a solução para este eterno dilema que nos atormenta há décadas é até bem simples e clara. Na grande maioria dos casos, eles são lavados, reutilizados durante um período de tempo ou ciclo de vida e posteriormente doados ou reciclados.

Veja o caso da TAP, por exemplo. Contactada pela NiT, fonte da transportaora aérea portuguesa explicou que os cobertores entregues nos aviões para conforto do passageiro, ou mantas, são lavadas após cada utilização e têm depois um “ciclo de vida” a bordo de cerca de 10 lavagens/utilizações.

Depois deste ciclo de vida, são oferecidas a uma instituição de apoio social. Já em relação aos headphones, também na TAP, os de Executiva, após utilização, são recolhidos, desinfetados e de novo utilizados, enquanto estiverem a funcionar em plenas condições. Os de Económica são descartáveis e entregues para reciclagem.

Esta parece ser a prática geral das maiores companhias europeias, pelo menos em termos oficiais. Outra companhia que lava os cobertores durante um certo número de utilizações é a KLM, que explica no seu site que tem de lavar qualquer coisa como 100.000 fronhas, 160.000 cobertores e 6.500 peças de roupa, a cada semana que passa.

A transportadora costumava enviar toda a roupa para lavandarias espalhadas pela Holanda, mas recentemente agrupou os serviços numa nova fábrica de lavagem de tecidos, no aeroporto holandês de Schiphol. Além dos benefícios financeiros, explica a KLM, este é um passo em frente em termos de sustentabilidade.  

Garrafas de água transformadas em cobertores

Este mês, a revista “Lonely Planet” dá ainda um exemplo original da Emirates. Num artigo sobre o mesmo tema, explica-se que os cobertores cinzentos da classe económica da companhia não são apenas reciclados no seu fim de vida —  também o são no inicio. Estas mantas são agora feitas com o recurso a uma tecnologia que utiliza garrafas antigas de bebidas PET (as mesmas das garrafas de água): 28 garrafas plásticas recicladas são transformadas num tipo de fio, que é então tecido no polar que o aconchega.