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Não parece, mas a Brooklyn Bridge é a atração mais incrível de Nova Iorque

Nasceu de uma história da amor e tem uma das melhores vistas do mundo.
Uma experiência inesquecível.

Nova Iorque está a cerca de oito horas e mais ou menos 400€ de avião de Lisboa — e a viagem vale cada hora, sentado a ver filmes num espaço apertado, e cada euro gasto na aventura.

Chegando a uma das cidades mais incríveis do mundo, palco de dezenas de referências cinematográficas, item na bucket list de milhares de pessoas, o difícil costuma ser saber por onde começar. E o que fazer.

As boas notícias são que, sendo precisamente uma cidade tão famosa, as dicas também chovem em cada amigo — fora das que já são conhecidas: Times Square, Union Square, Empire State Building, Central Park, Broadway, Chinatown, Little Italy, Estátua da Liberdade, Ellis Island e até uma escapadinha a Brooklyn. Todos têm de estar na lista de coisas a ver na capital do mundo, como lhe chamou John Lennon. 

Uma das grandes vantagens de Manhattan é que, apesar de ser enorme, as deslocações são fáceis, tanto de metro como a pé. Há quem percorra a cidade praticamente de uma ponta à outra a pé. Em vários dias, claro, mas faz-se.

E é também a pé, ou de bicicleta, que pode viver uma das melhores experiências em Nova Iorque: certamente a que o vai deixar apaixonado pela cidade, se tudo o resto falhar: atravessar a ponte de Brooklyn.

Inaugurada em 1883, a Brooklyn Bridge era, à data de abertura, a maior ponte suspensa de arame de aço do mundo. Hoje é um marco histórico, local e nacional.

Uma reportagem da revista “Forbes” revelava que, além de toda a sua mística, importância e beleza, a ponte tem uma incrível história de amor na sua génese. Reza a história que a ponte foi projetada por John August Roebling, que morreu num acidente durante a construção, antes que esta fosse concluída. Após a sua morte, o filho, Washington Roebling, assumiu a empreitada.

Com a mulher, Emily (que conhecera na escola), foi de lua de mel para a Europa para aperfeiçoar a arte de construir pontes. Regressados, Emily e Washington aplicaram a técnica de usar caixões como estruturas de retenção para sustentar a ponte durante a construção. No entanto, vários trabalhadores morreram devido à chamada “doença do caixão”, associada à descompressão e que é semelhante à do mergulho. O próprio Washington viria a ficar incapacitado devido à doença.

Ainda assim, continuou a acompanhar a construção da ponte a partir do seu apartamento com um telescópio, contando com a preciosa ajuda de Emily. Sempre em segredo, a mulher geriu a tal obra e levou a construção da ponte até ao fim. Foi a primeira pessoa a atravessá-la.

A estrutura liga então os bairros de Manhattan e Brooklyn, durante pouco menos de dois quilómetros. No seu centro, tem uma passagem larga aberta para pedestres e ciclistas, acima das pistas de automóvel. Mais de quatro mil pedestres e três mil ciclistas atravessam a ponte de Brooklyn todos os dias. 

As vistas para a cidade são únicas e atravessar a estrutura quando o sol se está a pôr — ou a nascer — fica na memória de qualquer um.

Carregue na galeria para conhecer mais alguns detalhes e curiosidades sobre a Brooklyn Bridge e sobre as melhores formas para a atravessar.