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Metro de Londres continua cheio, após o pedido de isolamento à população

Um dia depois de ser declarado bloqueio, carruagens continuavam cheias à hora de ponta. Os utentes culpam a redução do serviço.
Uma das imagens partilhadas nas redes sociais.

O Reino Unido reagiu de forma irregular à pandemia ao coronavírus. Numa primeira fase, o governo tentou, ainda que de forma não declarada, a teoria da imunidade de grupo; quando os números começaram a revelar um agravamento da situação, foram subitamente apertadas as medidas de contenção. E quando também isso não surtiu efeito foi declarado, esta segunda-feira, o “lockdown”: à letra, isolamento ou bloqueio total.

Os cidadãos são agora instruídos a ficar em casa se possível, mas os funcionários de serviços essenciais, da saúde à alimentação, continuam a precisar de se deslocar. Por isso, o metropolitano de Londres fechou estações e reduziu serviços, mas manteve-se em funcionamento.

A medida não parece ter tido o efeito esperado, pelo menos a avaliar por várias partilhas nas redes sociais, feitas esta terça-feira, 24 de março (um dia depois do bloqueio), aparentemente relativas à hora de ponta desta manhã.

Carruagens e estações pareciam lotadas nas imagens partilhadas, depois de a Transport for London ter reduzido bastante o serviço apesar de muitos ainda terem de trabalhar.

A situação já levou, adianta a “BBC“, a uma reação do presidente da câmara de Londres. De acordo com este órgão de comunicação social, Sadiq Khan emitiu já esta terça-feira um alerta, declarando que a rede está a funcionar apenas para trabalhadores essenciais. O autarca reiterou o pedido do governo, de que também os empregadores possam permitir que seus funcionários trabalhem em casa “a menos que seja absolutamente necessário”. “Ignorar essas regras significa mais vidas perdidas”, alertou.

A BBC adianta que o secretário de Transportes, Grant Shapps, reuniu com Khan para garantir que haja “espaço suficiente para ser seguro” nos transportes.

Segundo o “The Guardian“, apesar das imagens nas redes sociais, o pico de congestionamento de Londres caiu dois terços na manhã de segunda-feira, dia 23, em comparação com o horário de ponta típico, de acordo com a empresa de navegação por satélite TomTom. A app Citymapper também revelou que Londres, Birmingham e Manchester registaram quedas significativas no uso de transporte público, chegando a 23%, 25% e 26% dos padrões normais, respectivamente.

O problema parece ser que, com a redução acentuada do serviço, a queda de passageiros foi insuficiente para evitar os perigosos aglomerados, como se queixam vários utentes na página oficial do Facebook da operadora de transportes londrina.