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Viajar entre Viagens

Foto de Viajar entre Viagens/Instagram

Carla é geógrafa, investigadora e líder de viagens na Nomad. Rui é físico e dá aulas numa escola em Guimarães. São estas profissões que permitem a este casal andar a conhecer o mundo juntos desde 2006. Viajam pelo menos quatro vezes por ano, e tentam sempre passar pelo menos quatro meses fora de Portugal. Têm um blog, o Viajar Entre Viagens, que recebeu em 2014 e 2016 o prémio Melhor Blogue de Viagens Eleito pelo Público da BTL e em 2015 o prémio de Melhor Blogue Pessoal de Viagens e uma página de Instagram com muitas fotos inspiradoras.

Consideram todas as suas viagens memoráveis, à sua maneira, e nunca se arrependeram de nenhum dos destinos que visitaram até hoje. O favorito será provavelmente a Rota da Seda que fizeram no verão de 2013 por terra: de Istambul até Xian, na China. “Ao que sabemos somos os únicos portugueses a conseguir fazer esses 8 mil quilómetros por terra”.

Presos por polícias “falsos” no Equador

O casal estava em Cuenca, em 2009, quando saíram para conhecer a cidade até que um polícia se aproximou e pediu a identificação de cada um. O guia de viagem tinha alertado para a existência de “polícias falsos” e optaram por ignorar o pedido. Não correu bem.

“O polícia não gostou, exigiu-nos os passaportes e como só tinhamos cópias obrigou-nos a entrar para uma carrinha de patrulha. Recusámos com medo que fossem marginais, era uma carrinha civil e combinámos ir até ao hotel buscar os documentos. A carrinha passou pelo hotel sem e estávamos cada vez mais convencidos que eram polícias falsos. Saímos do centro da cidade e entramos numa favela nos arredores, estávamos a ficar cada vez mais nervosos” contam à NiT. “De repente vemos um edifício que dizia ‘posto de emigração’ e os agentes – que afinal eram verdadeiros – colocaram-nos numa sala e confirmaram depois que tínhamos entrado naquele dia no Equador. Pediram desculpa e justificaram a atitude com a nossa resistência. Levaram-nos de volta ao centro mas o sangue já não fluía nas nossas veias com a adrenalina. Felizmente hoje já nos conseguimos rir da situação.”