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Estudo ambiental defende o fim dos programas de milhas das companhias aéreas

O Comitee of Climate Change, do Reino unido, propõe criar restrições aos passageiros frequentes como forma de combater as alterações climáticas.
A solução é mudar o estilo de vida.

Os programas de acumulação de milhas aéreas deveriam ser proibidos, porque encorajam os viajantes a marcar voos extra de forma a não perder o seu estatuto privilegiado nas companhias aéreas, o que contribui para a aceleração do impacto das alterações climáticas. É isto que defende um estudo publicado este mês pelo Comitee of Climate Change (CCC), o organismo britânico que aconselha o governo sobre temas relacionados com esta questão.

Outra das recomendações do relatório, publicado a 14 de outubro num artigo do “The Guardian”, é criar restrições aos viajantes mais frequentes, já que uma das conclusões foi que apenas 15 por cento da população é responsável por 70 por cento dos voos no Reino Unido, todos os anos. Em comparação, metade da população não viaja uma única vez ao longo do ano.

“A norma dos voos ilimitados serem aceitáveis deve ser posta em causa e, como um produto de luxo altamente poluente, possivelmente taxada”, pode ler-se no estudo, que também defende que aqueles que poluem mais poderiam “facilmente pagar mais”. A ir para a frente, esta política afetaria milhões de pessoas, uma vez que há centenas de companhias aéreas a operar esquemas de passageiros frequentes. 

O CCC propõe que as emissões aéreas passem a ser comunicadas pelas companhias com uma interpretação fácil, que seja compreendida por todos, de modo a que os passageiros possam tomar decisões informadas antes de ir viajar.

Richard Carmichael, professor na Imperial College of London e autor do estudo, defende ainda que a população deverá fazer várias mudanças de estilo de vida para travar as alterações climáticas, como reduzir o consumo de carne e laticínios, trocar os carros pelas bicicletas e substituir caldeiras de gás por alternativas elétricas mais sustentáveis.