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Este subúrbio na Dinamarca é feito de incríveis círculos de jardim

Só vendo as fotos é que consegue entender esta cidade jardim: uma comunidade às portas de Copenhaga que parece de outro mundo.
Incrível, porém verdade.

Parecem vestígios da presença de vida extraterrestre no planeta terra, mas são casas construídas pelo homem nos arredores de Copenhaga, na Dinamarca. Esta cidade-jardim, onde as moradias são agrupadas em gigantes círculos verdes visíveis do céu, é uma imagem que parece mesmo saída de outro mundo.

O bairro já existe há várias décadas, mas só agora a maioria do mundo o conheceu. Isto porque um fotógrafo profissional de viagens, Henry Do, partilhou várias imagens que mostram a beleza quase surreal desta cidade — e que se tornaram virais em poucas semanas.

É Henry Do quem faz a comparação, perfeitamente razoável, com a vida extraterrestre. “Enquanto visitava a bela capital de Copenhaga, na Dinamarca, encontrei o que parece ser uma civilização alienígena. Para minha surpresa, estes círculos são apenas uma pequena parte do que é chamado de “Colony Gardens”, literalmente um espaço de jardim que os cidadãos dinamarqueses podem alugar para estar e cultivar”, explica na sua primeira publicação.

“O espaço é extremamente limitado a quem mora na cidade principal [Copenhaga], então esta é a maneira perfeita de terem os seus próprios jardins e de voltarem à natureza. Os proprietários podem morar lá entre abril e outubro para cuidar dos seus jardins — não podem cultivar nada no inverno”, adianta o fotógrafo.

E é assim mesmo. Segundo a agência “EuropaPress”, Brondby Haveby, o nome oficial desta comunidade, é na verdade uma pequena cidade composta por vários jardins comunitários, organizados de forma circular.

Os círculos foram idealizados para fomentar a ligação entre pessoas — criar, à letra, uma espécie de círculo literário em versão real. E também para aumentar a sensação de refugio da cidade e ter um espaço de lazer que parecesse uma cultura vegetal gigante.

Para poder comprar uma casa em Brondby Haeby, qualquer interessado precisa de provar primeiro que tem uma residência permanente num raio de 20 quilómetros, onde se inclui a capital dinamarquesa. Isto porque as moradias são, assumidamente, casas de apoio — para uso de férias ou curto prazo, fins de semana. No fundo, é um local de contacto ímpar com a natureza, e é preciso manter isso.

O bairro não é novo. Foi criado no final dos anos 60, inspirado em vilas antigas, onde os moradores se reuniam em torno de um poço central e interagiam. As casas, na sua maioria feitas de madeira, têm cerca de 50 metros quadrados e estão localizadas dentro das parcelas.

 

No final do verão, o tal fotógrafo internacional fez a partilha e a cidade-jardim rapidamente se espalhou pela Internet.

Como curiosidade, o fotógrafo responsável por colocar Brondby Haeby no mapa tem também fotos de Portugal. Como esta incrível, da Serra de Sintra.