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Elefantes que carregam turistas na Tailândia foram libertados

A crise pandémica levou os donos de um campo turístico a removeram permanentemente os assentos de metal dos animais.
A vida melhorou, mas pode piorar outra vez

Enquanto sofremos com a catástrofe causada pelo novo coronavírus, o planeta vai respirando melhor com a redução drástica na poluição. E pela Tailândia, os elefantes também agradecem os efeitos secundários da pandemia.

Devido à crise no turismo, o Maesa Elephant Camp, em Chiang Mai, viu-se obrigado a encerrar. A falta de negócio acabou por forçar os donos a removerem os pesados assentos de madeira e metal que os animais são obrigados a carregar todos os dias.

Além desta medida, o campo que recebe milhares de turistas à procura de darem um passeio em cima de um elefante, avisou que estes assentos não voltarão a ser colocados.

Assim, o Maesa Elephant Camp irá transformar-se num local de observação dos 78 elefantes, que poderão agora vaguear livremente pelo recinto.

“Desde que abrimos este negócio em 1976 que os passeios de elefante são a atividade preferida dos turistas. Mas desde o coronavírus que temos tido cada vez menos turistas e eventualmente o governo ordenou que fechássemos, por isso tivemos que tirar as cadeiras aos elefantes”, diz o diretor do campo, Anchalee Kalampichit, citado pelo “Independent”.

Nem tudo são boas notícias e a situação, agora melhor para a vida dos elefantes, pode tomar um rumo perigoso.

Se a crise proporcionou esta mudança, também poderá significar que os custos de manutenção dos animais, agora sem o dinheiro dos turistas, se tornam incomportáveis. Neste campo, além dos elefantes, é preciso pagar salários a 300 pessoas. Sem apoios do governo, os donos dos 93 campos existentes em Chiang Mai podem abandonar os animais ou passar a utilizá-los em trabalhos forçados de abate e transporte de árvores.