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Cruzeiro de sonho nas Caraíbas acaba em pesadelo, com 277 doentes a bordo

Viagem "Oasis of The Seas" da Royal Caribbean teve de regressar mais cedo, depois de um enorme surto de norovírus.
Viagem acabou mais cedo.

É um sonho para muitos, talvez até um item da bucket list: partir num incrível cruzeiro pelas Caraíbas, passando uma semana a navegar pelos mares e a conhecer destinos paradisíacos como o Haiti e a Jamaica. Mas no primeiro cruzeiro deste ano da reputada companhia Royal Caribbean o sonho transformou-se num pesadelo, quando mais de 270 passageiros e tripulantes adoeceram, obrigando a embarcação a regressar mais cedo.

O navio da Royal Caribbean com o sonante nome “Oasis of the Seas” é uma das maiores embarcações de cruzeiro do mundo. A 6 de janeiro, partiu de Port Canaveral, na Florida, para uma viagem de sete dias com paragens no Haiti, na Jamaica e no México. A bordo, iam mais de cinco mil passageiros, naquilo que pareciam umas férias perfeitas para iniciar 2019, com sol, praias e muita festa.

Neste gigante navio, com viagens a partir dos 950€, encontra vários jacuzzis, piscinas, discotecas, um teatro aquático ao estilo romano, cinema e até uma zipline. A embarcação reúne pessoas de todo o mundo, sendo inúmeros os pacotes possíveis de comprar a partir de qualquer cidade europeia, com voos para o porto base.

Mas a festa acabou mais cedo e desta vez o cruzeiro tornou-se inesquecível pelos motivos errados. A embarcação, que só deveria regressar este domingo, dia 13, já está a voltar a casa, depois de cancelar as últimas paragens e excursões em terra.

Isto porque um total de 277 convidados e tripulantes foram afetados com o norovírus, que causa fortes sintomas gastrointestinais como vómitos e diarreia. 

“O Oasis of the Seas voltará a Port Canaveral (Florida) um dia antes, devido a um episódio de doença gastrointestinal”, disse um responsável citado por vários meios norte-americanos. Apesar da dimensão da coisa, o mesmo garantiu que os doentes representam apenas cerca de 3% do total de quase nove mil pessoas a bordo, entre viajantes e tripulação.

Ainda assim, a companhia decidiu que encurtar a viagem era a coisa certa a fazer, em nome “da saúde dos hóspedes”. Regressar mais cedo também lhes dá mais tempo “para limpar e higienizar completamente o navio antes de próxima viagem”, adiantam. “Os nossos convidados viajam connosco para ter umas férias ótimas, e lamentamos que este cruzeiro tenha sido curto. ”

Dada a dimensão do navio e do número de tripulantes, as redes sociais têm sido inundadas, nos últimos dias, por relatos de passageiros e dos seus familiares sobre o que se passou.

Ao que tudo indica, depois de partir da Florida no sábado, o cruzeiro fez a sua primeira paragem no Haiti na terça-feira, dia 8 de janeiro.

Aqui, foi servido um buffet de almoço em terra e embora a companhia não confirme ainda a origem do surto, vários passageiros contam que foi nessa noite que começaram a ter os primeiros sintomas de intoxicação alimentar.

Abby Perrin, um passageiro do navio, disse à “ABC News” que logo nessa noite começou a ter vómitos, e a sua mãe também. No dia seguinte, o navio chegou à Jamaica, mas a situação já estava de tal forma espalhada que não deixaram os passageiros sair do navio. 

Ficou também a faltar Cozumel, no México, para onde o cruzeiro se dirigia quando as autoridades o decidiram mesmo cancelar.

No Twitter e Instagram, as opiniões dos passageiros dividem-se: por um lado entre os elogios pelo profissionalismo da equipa médica e tripulação do cruzeiro, que tentaram conter o vírus com várias medidas de limpeza.

Por outro, frustração pelos destinos e viagens perdidas, com uma situação aparentemente evitável.

O norovírus é um vírus altamente contagioso que pode ser transmitido em contacto direto com uma pessoa infetada, contacto em superfícies contaminadas ou através de água e comida.

Esta não é a primeira vez que um surto acontece num cruzeiro, havendo vários casos de episódios semelhantes. Segundo as autoridades médicas, medidas simples como lavar as mãos frequentemente e lavar bem os alimentos podem evitar estes surtos, mas sendo os cruzeiros espaços fechados, com milhares de pessoas, a situação acontece esporadicamente.

A boa notícia é que todos os passageiros receberão o reembolso total da viagem.

O navio até tem uma zipline.