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Britânicos vão ter de pagar 7€ para visitar a UE depois do Brexit

Turistas vão ter de fazer registo eletrónico para viajar para a Europa. Só não pagam menores de 18 anos e maiores de 70.
Reino Unido ainda pode negociar.

Quando o Brexit estiver concluído, os viajantes britânicos terão que pagar 7€ para visitar a União Europeia, confirmou esta sexta-feira, 14 de dezembro, a Comissão Europeia.

Segundo os principais meios britânicos, a partir de 2021, os cidadãos do Reino Unido vão ter de pagar esta taxa a cada três anos, para um pré-registo de isenção de visto eletrónico.

Durante meses, existiu um debate sobre se os turistas pós-Brexit teriam de pedir visto para entrar na Europa, e esse foi agora esclarecido: não terão de pedir visto, mas serão englobados num novo sistema de segurança e pré-autorização online, semelhante à que hoje em dia temos de pedir para visitar os Estados Unidos, nesse caso o ESTA (que custa cerca de 14€).

De acordo com o “The Telegraph”, a taxa paga pela pré-autorização será dispensada a viajantes menores de 18 anos e maiores de 70 anos, o que significa que será aplicada a cerca de 40 milhões de britânicos.

O pré-registo chama-se ETIAS (European Travel Information and Authorization System) e, embora ainda não tenha sido lançado, deverá entrar em vigor em 2021. Este requisito de viagem não é apenas para o Reino Unido, mas para muitos países não pertencentes à UE.

A “BBC online” esclarece que qualquer pessoa de um país de fora da União Europeia, já tem de pedir visto para a visitar. Isto é válido para todos os países extra UE, menos uma lista especial de 61, onde se inclui o Japão, os EUA, a Albânia e a Austrália.

Quem pertence a estes 61 países, pode viajar dentro da zona Schengen da UE, onde não há verificações de fronteira, sem visto durante até 90 dias.

Mas, com o aumento das preocupações de terrorismo, mesmo os países da lista especial terão em breve de (embora continuando isentos de visto), pedir a nova autorização online, a tal ETIAS, semelhante ao ESTA. O formulário de segurança não levará mais de 10 minutos para ser preenchido, incluirá informações do passaporte, perguntas sobre questões de saúde ou registos criminais e qualquer pessoa entre 18 e 70 anos deverá pagar a taxa pelo registo (as outras não pagam, mas devem preencher na mesma).

A resposta é dada em poucos minutos, se não houver dúvidas das autoridades, e até duas semanas, se houver. Se o ETIAS do turista for aprovado, dura três anos ou até ao seu passaporte caducar. Durante este tempo, o cidadão pode entrar na zona Schengen da UE as vezes que quiser, desde que por períodos inferiores a 90 dias.

No fundo, o Reino Unido deverá ser considerado um “terceiro país”, sujeito às mesmas — novas — regras do que os países fora da UE da lista dos 61.

Esta medida ainda terá de ser aprovada no Parlamento Europeu, e o Reino Unido pode tentar negociar a parte de pagar a taxa, embora Bruxelas pareça peremptória.

Ao abrigo do acordo Brexit, os cidadãos da UE e cidadãos do Reino Unido continuam a poder viajar livremente com um passaporte ou bilhete de identidade até ao final do período de transição, em 2020.

Não se sabe quais as regras que serão aplicadas aos turistas da UE que chegam ao Reino Unido.

O “The Telegraph” lembra quem, em 2017, houve 72,8 milhões de visitas ao estrangeiro por residentes do Reino Unido. Nove dos dez países mais visitados eram europeus.