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EUA lançam alerta: há cães a morrerem congelados com vaga de frio

O país está a viver o inverno mais frio desde 1918. Também há casos de tubarões a dar à costa mortos e iguanas a cair das árvores.

O país está a viver o inverno mais frio desde 1918.

No primeiro dia do ano, a polícia de Hartford, no Connecticut, recebeu uma chamada de um morador preocupado com um animal deixado ao relento. Quando chegaram ao local indicado, Adams Street, os agentes encontraram um cão arraçado de Pit Bull acorrentado a uma casota. Com três anos de idade, não tinha qualquer proteção contra o frio e apresentava sinais de hipotermia. Não conseguiu sobreviver.

A dona do animal, Michelle Bennett, 50 anos, foi formalmente acusada. De acordo com o relatório enviado para a polícia pelo veterinário Stephanie Henry, o cão chegou à clínica às 18h30 e estava “congelado” e mal-nutrido.

“Estava abaixo do peso, com baixa gordura corporal e baixa densidade muscular”, escreveu no documento, conforme cita a “Fox News”. 

Michelle Bennett, 50 anos, foi acusada de crueldade para com os animais.

Desde 1918 que os EUA não tinham um inverno tão frio como este. Bateram-se recordes históricos, mais de duas dezenas de pessoas morreram e até houve uma praia que congelou. Tudo isto por culpa do “ciclone bomba”, nome dado pelos meteorologistas à tempestade que está a afetar a costa leste dos EUA. De Nova Iorque à Florida, ficou tudo congelado e coberto de neve.

As condições meteorológicas estão a ser devastadoras para os animais — e as associações de proteção já não sabem o que fazer. Dia após dia, multiplicam-se os casos de cães que congelaram até à morte nas ruas, ou que foram salvos no último minuto.

A 26 de dezembro, a Knox County Humane Society, do condado de Knox, no Tennessee, recebeu uma chamada do dono de uma cadela arraçada de Labrador que tinha dado à luz na neve. Segundo o canal “WQAD 8”, a equipa de salvamento explicou que o animal estava lá fora apesar das baixas temperaturas. Apenas uma das oitos crias sobreviveu.

“É tão triste quando se perdem animais assim… saber que eles estariam a salvo se estivessem dentro de casa ou em qualquer sítio quente, em vez de estarem na rua”, disse Curt Kramer, da Knox County Humane Society, ao canal.