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A luz de esperança: montanha dos Alpes coberta com mensagens sobre o coronavírus

Sem turistas e sem esqui, a estância de Zermatt, na Suíça, decidiu iluminar a sua icónica montanha com palavras e bandeiras.
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Enquanto a maioria dos países do mundo combate a pandemia do coronavírus, começa já a falar-se, em algumas regiões, de esperança e de luz ao fundo do túnel; de contagem decrescente para um regresso à normalidade, ou à normalidade possível. Numa tentativa de internacionalizar esta mensagem de esperança e de a espalhar pelos quatro cantos, uma estância de esqui na Suíça, das mais populares e procuradas em todo o mundo — normalmente apinhada nesta altura do ano, agora deserta — decidiu iluminar a sua mais icónica montanha.

Zermatt, um verdadeiro paraíso para os esquiadores, fica a cerca de três horas de Genebra, no meio dos Alpes suíços. Ao seu lado, um dos picos mais altos da região: o famoso Matterhorn, ou “pico dos prados”, que já muitos tentaram escalar — e outros tantos perderam a vida ao tentar. 

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Em Zermatt normalmente nesta altura do ano há turistas, esquiadores, hotéis cheios, bares e restaurantes, alguns com estrelas Michelin. Este ano não há nada — a não ser as mensagens de esperança, a iluminar as noites.

Segundo os meios locais, o resort alpino de Zermatt, com a montanha Matterhorn no meio, foi totalmente encerrado quando o governo suíço declarou o seu estado de emergência, a 16 de março. Este deverá estar em vigor até pelo menos 19 de abril, numa tentativa de combater a pandemia de coronavírus.

Todas as lojas, restaurantes, bares, instalações de entretenimento e lazer tiveram que fechar, à exceção de supermercados, farmácias e instalações de saúde.

Como avança a “Lonely Planet“, perante esta situação, os responsáveis pela estância decidiram começar a projectar diariamente na incrível montanha — mais precisamente, todas as noites — mensagens de apoio à luta mundial contra a pandemia. 

Mensagens como #hope (esperança), #stayhome (fique em casa) e #dreamnowtravellater (sonhe agora, viaje depois) ou simplesmente bandeiras têm iluminado a montanha que faz fronteira entre a Suíça e a Itália, o país mais devastado da Europa pela Covid-19.

A campanha é do artista de luz suíço Gerry Hofstetter, conhecido por transformar prédios, monumentos e paisagens de todo o mundo em obras de arte temporárias. As projeções incluem a bandeira italiana porque a Itália sofreu o maior número de mortes até o momento em todo o mundo devido ao coronavírus e servem, diz a revista, para “proporcionar conforto àqueles que as vêm”.

O resort Zermatt é dos mais famosos do mundo e o Matterhorn uma tentação para os aventureiros. Com picos de 4478 metros, o alpinista britânico Edward Whymper alcançou o seu cume em 1865 após oito tentativas e outros se seguiram desde então.