Turismos rurais e hotéis

The Lumiares Hotel é o novo cinco estrelas de Lisboa

O boutique hotel fica num palácio do século XVIII, em plena zona histórica da cidade. O restaurante está a cargo do chef Miguel Castro e Silva.

Este hotel está cheio de obras de arte.

Quando o grupo BomPorto Hotels quer abrir um hotel, há uma coisa que é obrigatória: o edifício tem de ter história. Foi por isso mesmo que nem pensaram duas vezes quando, há três anos, descobriram em pleno centro histórico de Lisboa um palácio do século XVIII quase em ruínas. Era o local perfeito para mais uma aposta do grupo.

“A intenção do grupo é diferenciar-se das grandes cooperativas cadeias hoteleiras”, explica à NiT fonte do The Lumiares Hotel, um boutique hotel de cinco estrelas que abriu ao público em junho. “Procuramos desenvolver conceitos de boutique hotels, em localizações únicas e com muita história.”

Era exatamente o caso deste palácio, que um dia pertenceu aos Condes de Lumiares. Hélder Cordeiro e João Pedro Pedras foram os arquitetos responsáveis pelo processo de transformação do espaço, que não estava em ruínas, mas quase. O resultado foram 53 quartos, que na realidade são verdadeiros apartamentos com cozinha e área de estar. Também há um spa, um ginásio e um restaurante do chef Miguel Castro e Silva chamado Lumni. Em meados de agosto vem o segundo, chamado Mercado Café.

Mas voltemos ao The Lumiares Hotel. Tão pertinho do Miradouro de São Pedro de Alcântara, era óbvio que a inspiração tinha de ser o Bairro Alto. A alma do bairro está bem retratada no hotel: começa logo à entrada, onde no pavimento da receção se destacam os tons de preto e branco, realçados por uma aplicação em latão. Na escadaria central, é olhar para cima para ver o candelabro em latão do designer Beau McClellan, que nasceu na Escócia mas vive há muitos anos no Algarve.

Há muitas peças que foram criadas especificamente para o hotel. Na sala de estar, por exemplo, a peça central é uma tapeçaria de parede tecida à mão, que foi realizada por um dos fabricantes mais antigos de tapetes artesanais da Europa, a Ferreira de Sá. Pelas paredes do The Lumiares Hotel destacam-se as fotografias abstratas do fotógrafo português Vasco Celio, nos quartos há obras de arte originais dos artistas Maser e Jeff Lowe.

Na sala de estar a peça central é uma tapeçaria de parede tecida à mão, realizada por um dos fabricantes mais antigos de tapetes artesanais da Europa, a Ferreira de Sá

Terminámos? Nada disso. Não poderíamos ir embora sem falar nas colchas das camas feitas todas em lã, um produto da Fábrica de Burel de Portugal, ou das almofadas tecidas à mão por Mizette Nielsen e desenhadas pelas tecelãs artesanais da Fábrica Alentejana de Lanifícios. O mobiliário foi concebido, desenhado e fabricado em Portugal pela Room 2 Fit (para o grupo era muito importante trabalhar com marcas portuguesas), a loiça é toda da Vista Alegre.

São todos estes apontamentos que tornam o The Lumiares Hotel um espaço diferente. Há arte, criatividade e peças únicas em todos os cantos, ou não fosse também o Bairro Alto um local inspirador. Tudo isto foi supervisionado pela diretora criativa Sam Lawrie, da Foster & Bloom, que contou com a consultoria de arte da Omey Projects, com sede no Algarve, Portugal.

Como já tínhamos dito, no total há 53 apartamentos, que vão desde estúdios até às glamourosas penthouses. Pé direito elevado, janelas rasgadas, cozinhas equipadas e casas de banho com duche ou banheira estão presentes em todos os quartos, que no caso das penthouses ainda têm de bónus um terraço.

E porque neste hotel também se gosta de bem receber, no kit de boas-vindas há sempre vinho português, cerveja, água, chá, café, soft drinks e chocolate — português também, claro.

Os preços dos estúdios, a tipologias mais barata, começam nos 190€ (valor média), com pequeno-almoço incluído.

Carregue na imagem para saber mais sobre o The Lumiares Hotel.

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