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Turismos rurais e hotéis

Sugestão NiT: Na Quinta das Escomoeiras é tudo biológico, até o vinho

É uma casa de campo com nove quartos, todos diferentes, e uma horta onde se produzem produtos biológicos. Também há uma adega que por ano produz entre seis a 12 mil garrafas de vinho biológico.

O proprietário, Fernando Fernandes, estava à procura do local perfeito para construir a sua pequena casa de sonhos, só para passar os fins de semana, mas acabou por comprar uma quinta com mais de dez hectares. Foi assim que começou a história da Quinta das Escomoeiras.

Fernando Fernandes tem 69 anos e é natural da Póvoa do Varzim, apesar de ter vivido sempre perto do Porto. Estudou Economia, na Universidade do Porto e nos últimos 23 anos de atividade profissional esteve ligado ao Grupo Sol Verde (que detém vários hotéis, além da administração do Casino do Algarve, Casino de Espinho e Casino de Chaves). Fernando foi administrador do Grupo até ao final de 2012. Há quatro anos que está reformado, mas parado, não. Com ligações ao turismo pela sua anterior profissão agora tem o seu próprio negócio: “Acho até que tenho mais atividade do que tinha antes. A quinta distrai-me mas ocupa-me mesmo muito tempo.”

A compra da quinta surgiu numa altura em que Fernando circulava pela região “à procura de um pequeno espaço para desfrutar da natureza”. O atual proprietário recorda os tempos de liceu em que com o melhor amigo ia pescar para a zona de Mondim de Basto e ficou “apaixonado pela região”.

“A biodiversidade e a pureza do ambiente fizeram-me pensar que um dia gostava de ter aqui uma pequena casa para passar os fins-de-semana.” Foi assim que tudo começou.

“Comecei a pesquisar terrenos e encontrei esta propriedade. Era para comprar uma pequena parcela mas depois quando concretizei o negócio não comprei uma pequena casinha.” Isto porque além da parcela que pensava comprar a propriedade tinha outras parcelas à venda e foi nessa altura que se começou a “trabalhar a ideia de fazer um pequeno empreendimento turístico”. Acabou por adquirir um espaço com 10,5 hectares e duas casas.

A propriedade foi comprada em 1994, a uma família de advogados que vivia no Porto e que na altura estava desligada da quinta.