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Este é provavelmente o melhor eco-glamping do mundo

Fica no Camboja e os pacotes são mais baratos do que imagina. Não paga uma viagem — compra uma vida nova.
Dormir no meio da floresta.

É um projeto entre dois grupos de preservação da natureza e uma agência de viagens, unidos para garantir que esta terra e a sua biodiversidade não caem nas mãos de madeireiros, caçadores e dragadores de areia. Para tentar salvar uma região selvagem de 18 mil hectares nas florestas do Camboja abriu, em novembro de 2017, um eco-lodge-glamping-resort: tendas estilo safari, 100% ecológicas, luxuosas, incríveis e com uma enorme vertente educativa.

O Cardamom Tented Camp é um resort do Minor Group, YAANA Ventures e Wildlife Alliance, que foi erguido no Parque Nacional Botum Sakor. Este parque fica nas montanhas de Cardamomo, no sudoeste do Camboja, no meio da floresta mais densa que vai conseguir imaginar.

Aqui, escreve o jornal britânico “The Guardian“, há dezenas de animais selvagens raros, como o gibão, o elefante asiático, o leopardo nebuloso e os loris lentos de Bengala. 

Mas com os desafios da caça furtiva, extração de madeira e mineração de areia, “essas espécies estão criticamente ameaçadas, e a selva em que vivem ameaçada”.

É este o habitat.

No meio das montanhas e da folhagem, nasceu um alojamento eco que não destrói nada — pelo contrário, ajuda a preservar. Aqui, os lucros revertem por inteiro para a preservação no parque e das espécies que o rodeiam.

Com nove luxuosas tendas de glamping em estilo safari, o resort assume-se com um objetivo essencial: minimizar a pegada humana no mundo natural e servir como um modelo na promoção de práticas sustentáveis ​​de ecoturismo. Tanto no parque nacional, como no resto do país.

Tudo é solar, reutilizável, ecológico. Nos arredores do resort, há habitats naturais completamente preservados. E quem lá dorme pode visitá-los, fazer trekking ou caminhadas com guias, caiaque, passeios noturnos e até dormir sob as estrelas. Está tudo incluído no pacote.

Turistas a ajudarem os guardas.

Através de uma forte colaboração com a Trapeang Rung Commune e orientação da Wildlife Alliance, os visitantes têm a hipótese de realizar estas caminhadas guiadas por guardas na floresta tropical, durante as quais aprendem a rastrear animais, montar e avaliar estruturas fotográficas, monitorizar e avaliar os recursos naturais do parque.

Às vezes, até ajudam os guardas na recolha de armadilhas de caçadores furtivos.

São as “férias perfeitas, enquanto financiam os esforços de conservação”, escreve o “The Guardian”. “A sua estadia mantém a floresta em pé”, lê-se em vários panfletos espalhados pelo glamping.

Dorme aqui.

Para lá chegar, tem de voar até Trat, na Tailândia. A NiT encontrou voos, ida e volta, de Lisboa, a partir de 745€.

Depois, são três horas de jipe e barco, pela fronteira da Tailândia com o Camboja, até ao acampamento. Os responsáveis pelo espaço podem ajudá-lo nesta ligação de Tra.

Todas as nove tendas de safari de luxo têm camas de casal e chuveiros. Existe também um bar e restaurante à beira rio.

Os preços dos pacotes começam nos 226€, mas atenção: este valor inclui quarto duplo, três dias e duas noites, já com refeições, transfer de barco da aldeia mais próxima, caminhadas com guias pela selva, dormidas sob as estrelas e passeios de caiaque.

Os passeios de caiaque.