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As Pousadas de Portugal querem conquistar o mundo — e este é o plano de expansão

O grupo Pestana quer abrir cinco pousadas fora do País até 2023. Já há projetos pensados para São Tomé e Uruguai.

São Tomé deverá receber uma pousada em 2018.

Castelos, mosteiros, palácios, edifícios históricos, de design ou com localizações privilegiadas. É assim que se conta a história das Pousadas de Portugal, uma rede concessionada pelo grupo Pestana. Com um total de 33 espaços — 32 nacionais e um no Brasil (Pousada do Convento do Carmo, Salvador), as pousadas estão prestes a dar um salto para fora do País. Pelo menos é este o objetivo de José Theotónio, presidente executivo do grupo Pestana.

A notícia é avançada pelo jornal “Expresso”. As Pousadas de Portugal querem avançar com o plano de expansão internacional, e o objetivo é ter cinco pousadas lá fora até 2023. Segundo José Theotónio, a prioridade agora é “recuperar o plano de expansão internacional da rede, que estabelece a abertura de cinco unidades fora de Portugal, tendo, no mínimo, 300 quartos”.

Como se costuma dizer, uma já cá canta — falamos da brasileira Pousada do Convento do Carmo, em Salvador, que abriu em outubro de 2005 e resulta da recuperação do antigo Convento das Carmelitas. São precisas mais quatro. O projeto mais avançado neste momento é o de uma pousada em São Tomé, mais precisamente no Ilhéu das Rolas, na antiga roça de Porto Alegre. A concessão já foi negociada com o governo, e se tudo correr bem a pousada deverá ficar pronta no final de 2018. O investimento rondará entre os cinco a seis milhões de euros.

A próxima paragem faz-se em Montevideu, capital do Uruguai. O grupo Pestana comprou um antigo jockey club, que pretende transformar em pousada. Falta apenas ver o projeto aprovado pela ENATUR, empresa detida pelo Estado e pelo grupo Pestana Pousadas.

E em relação às restantes? “Temos um levantamento com centenas e centenas de edifícios portugueses identificados ao longo da costa africana, no Brasil e em Goa, feito há anos por uma equipa coordenada por Luís Amado”, garante José Theotónio ao “Expresso”. “Olharemos com cuidado os países onde já estamos instalados, como Moçambique ou Brasil. Mas não temos nada na Ásia, não estamos presentes em Goa, Timor ou Macau. A Ásia é um dos sítios onde o grupo tem a ambição de chegar, e onde este projeto de internacionalização das pousadas o poderá levar.”