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No Egito, passa a haver multas para quem incomoda turistas

Coimas para quem vende produtos ou serviços a visitantes podem chegar aos 500€ e pretendem ajudar a relançar o turismo local.

Vendedores de passeios e viagens também.

Vendedores de souvenirs, de artesanato local, até de pedaços de pergaminho, promotores de passeios a camelo ou outros tours são, em alguns destinos turísticos, parte da experiência, fazem-no há décadas, vêm com a viagem. Há quem ache colorido, interessante ou útil, há quem ache simplesmente irritante, mas o que é inédito é aprovar uma lei no parlamento que o proíbe — ou melhor, que multa quem o faz.

No Egito, o parlamento local aprovou esta semana uma lei que permite às autoridades multar com até 10 mil libras egípcias (cerca de 500€) quem importunar os turistas com a intenção de mendigar ou promover, oferecer ou vender um bem ou serviço.

Segundo o britânico The Guardian, a lei destina-se a reprimir as pessoas que oferecem serviços e vendem produtos aos turistas e deverá estar em vigor ainda a tempo deste verão. Houve deputados a pretender que as multas fossem ainda mais elevadas, porque a indústria turística do Egito tem estado em queda e com esta ação pretende-se que melhore.

A revolução de 2011, o golpe militar de 2013 e a suspensão de todos os voos da Rússia e do Reino Unido para a cidade turística de Sharm el-Sheikh, no Sinai, depois de terroristas terem derrubado um avião que levava turistas russos em outubro de 2015, deram fortes golpes no turismo local nos últimos anos. Ainda assim, a indústria deu claros sinais de recuperação e melhoria em 2017.