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Há mais de 115 mil pais com apoio financeiro para ficar em casa com os filhos

A ministra do Trabalho e da Segurança Social revelou os dados do programa de combate aos efeitos económicos da pandemia.
Foram criados vários apoios sociais.

Esta segunda-feira, 6 de abril, em conferência de imprensa, a ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Ana Mendes Godinho, adiantou que há mais de 115 mil trabalhadores portugueses abrangidos pelo programa de apoio financeiro dirigido a todos os pais que têm de ficar em casa com os filhos devido ao encerramento das escolas por causa da pandemia de coronavírus.

Segundo a ministra, foram abrangidos por este apoio financeiro 115.218 trabalhadores, dos quais 94.779 são trabalhadores por conta de outrem, 18.574 trabalham a recibos verdes e 1865 trabalham no serviço doméstico.

O apoio financeiro excecional para os trabalhadores por conta de outrem que tenham de ficar em casa a acompanhar os filhos menores de 12 anos é de 66% da remuneração base – ou seja, exclui suplementos e subsídio de refeição.

No caso dos trabalhadores independentes, o apoio financeiro excecional é mais baixo (e inteiramente pago pela Segurança Social). O trabalhador independente tem direito a um apoio financeiro correspondente a um terço da base de incidência contributiva.

A ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social revelou ainda que houve 11.380 pessoas a recorrer ao apoio por isolamento profilático, que garante o pagamento da remuneração a cem por cento durante 14 dias. E que houve 105 mil candidaturas para apoio a trabalhadores independentes por redução de atividade.

O lay-off, um dos programas propostos pelo governo para apoio económico de empresas, registou candidaturas de 33.366 empresas, o que corresponde a um total de cerca de 556.751 trabalhadores.