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Na cidade

Lisboetas gastam mais de metade do seu orçamento familiar com a renda da casa

Morar na capital está cada vez mais caro e as taxas de esforço das famílias estão em níveis quase incomportáveis.
Cada vez mais difícil comportar os custos.

Já não é propriamente novidade para ninguém: as rendas das casas em Lisboa não param de subir, sobretudo nos últimos três anos, e grande parte do orçamento das famílias que resistem a morar em Lisboa é utilizado para suportar os custos com a habitação.

Segundo um novo estudo da faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, divulgado esta segunda-feira, 21 de outubro, pelo “Público“, a realidade é esta: o limite de 35 por cento, que é recomendado internacionalmente como a taxa máxima de esforço das famílias para pagarem a sua habitação, é largamente ultrapassado nas rendas de 11 dos 18 concelhos da Área Metropolitana de Lisboa (AML).

No final de 2018, para alugar uma casa na cidade de Lisboa, as famílias já gastavam em média 67 por cento do seu orçamento, revelam os especialistas. Na freguesia do Parque das Nações, esta taxa de esforço sobe mesmo para os 99 por cento. Na região da Área Metropolitana de Lisboa, as rendas representam uma taxa de esforço média de 46 por cento.

Para comprar, a taxa de esforço é menor mas ainda assim muito acima do recomendado: de 58 por cento na cidade de Lisboa. Na AML, a taxa média de esforço para compra é de 28 por cento.