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Votação NiT: coisas que queremos para Lisboa em 2019

Dos projetos previstos para Lisboa e dos prometidos há muito, o que acha mais urgente para este ano? É altura de se expressar.
Como será o novo Miradouro de Santa Catarina?

O ano começou agora, fresquinho e cheio de energia, há um novo Orçamento Participativo de Lisboa em curso, onde os cidadãos sugerem projetos para a cidade — mas já está em fase de avaliação, pelo que já não pode participar — e vão-se acumulando as ideias que tem. Ideias para melhorar a sua vida e a dos outros, do ambiente, espaços, lazer e mobilidade na incrível, e agora mundialmente na moda, capital do nosso País.

Projetos há muitos, e o ano avizinha-se pleno de obras na capital: esta semana, o “Público” contou pelo menos 12 grandes obras previstas para 2019, e diz que a cidade de Lisboa corre o risco de se transformar num estaleiro, só com o que já está planeado e sem contar com o que ainda não é conhecido.

A algumas destas obras prometidas, juntamos as que já estão garantidas há anos mas ainda não as vimos, e outras mudanças que, parecendo pequenas, podem trazer grandes diferenças para a cidade e para a vida e quotidiano de quem trabalha ou dorme em Lisboa.

Num breve enquadramento do que pomos a votação para que se possa expressar — e no final, conhecer o que os outros lisboetas pensam — temos então a votos a abertura do Jardim do Caracol da Penha, para começar, já que este mega espaço verde de 10 mil metros quadrados foi o projeto mais votado de sempre do Orçamento Participativo de Lisboa mas, quase dois anos depois, as obras ainda não começaram.

A NiT soube recentemente que, apesar da abertura ter sido inicialmente prevista para 2019, só deve acontecer em 2020, mas isto se as obras começarem este ano.

Segue-se a expansão do Metropolitano, já que está previsto para o segundo semestre de 2019, o prolongamento do metro entre o Rato e o Cais do Sodré. E já agora, a também prometida chegada de mais composições.

Expansão do metro vai avançar.

Pode também votar na abertura do Parque Verde da Feira Popular, que já devia ter acontecido este ano. Ou na ideia, esta tivemos nós, de a EMEL criar também dísticos para trabalhadores, à semelhança dos para residentes — uma espécie de turno bipartido dos lugares, que na maioria dos casos são ocupados por trabalhadores de dia e residentes à noite, para não haver gastos de centenas de euros em quem trabalha em sítios tarifados. Não aquele dístico de empresa que já existe mas é só um por atividade, mas para quem o quiser. Até porque a EMEL avisa que toda a cidade vai ser tarifada até 2020…

A abertura de um mega parque verde na zona ribeirinha da capital, junto a Xabregas, é outro projeto muito ambicionado pelas centenas de pessoas que se mudaram para a zona oriental da cidade.

Mais polémicas são a renovação do Martim Moniz, que a Câmara quer que seja fechada e com espaços comerciais em contentores, mas os cidadãos locais querem com parque infantil; neste caso está a votar na versão do parque infantil. E a remodelação do Miradouro de Santa Catarina, vulgo Adamastor, cuja obra e objetivos ainda são uma incógnita para muitos — mas cuja reabertura deve ser certa este ano.

2019 é também o ano em que arranca a videovigilância no Cais do Sodré e Docas: se esta é uma prioridade para si e se considera que pode ser eficaz para melhorar a segurança da noite em Lisboa, é votar.

Ou talvez ache mais urgente a resolução dos problemas de acumulação de lixo na cidade, que a Câmara já garantiu que está a atacar. Ou do espaço abandonado na antiga Praça de Espanha, para onde foi prometido um enorme jardim.

Em 2018, elas chegaram.

E se 2018 foi o ano da invasão das bicicletas elétricas e trotinetes, pode também achar que mais e melhores pontos de recolha são essenciais. Ou que o que falta mesmo em Lisboa são casas, de preferência com rendas acessíveis.

Se não apontámos nada do que lhe revolta a alma, pode sempre votar “outros” e mandar-nos mensagem com a sua opinião. E que ganhe o melhor projeto para Lisboa em 2019 (ganhe pelo menos apoio dos leitores da NiT, mas já é muito bom).

Destas opções, qual preferia que acontecesse em Lisboa em 2019?