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Os verões de calor extremo vão continuar nos próximos anos

Um novo estudo de dois climatólogos europeus revela que 2018 foi só o primeiro de quatro anos de temperaturas absurdamente altas.

Nos próximos verões só se vai estar bem à beira da água.

Depois de dias em que desejámos que o verão regressasse em força, agosto trouxe temperaturas bem acima dos 40 graus em muitas regiões do País. Nos primeiros dias do mês, houve nove distritos em alerta vermelho, o mais grave de todos, e tudo indica que nos próximos anos os verões vão ser semelhantes.

É isso que diz um estudo de dois climatólogos europeus, Florian Sévellec, do CNRS, o centro nacional de investigação científica de França, e Sybren Drijfhout, da Universidade de Southampton e do Instituto de Meteorologia da Holanda.

Juntos desenvolveram um novo método que permite estimar a temperatura à escala global utilizando uma estatística que identifica, nos séculos XX e XXI, situações semelhantes à que aconteceu este ano. A partir daí, retiram conclusões para o futuro.

De acordo com o estudo, publicado na revista científica Nature Communications esta terça-feira, 14 de agosto, os verões vão continuar a ser tão ou mais quentes que o de 2018 até 2022, pelo menos. 

“Para o período 2018-2022 a previsão indica um período mais quente do que o normal”, pode ler-se no estudo. “Isto vai também reforçar, a longo prazo, a tendência para o aumento do aquecimento global.”

Quer isto dizer que, nos meses quentes, voltaremos a ter dias como os que ocorreram entre os últimos dias de julho e início de agosto. Tal como escrevem os climatólogos, é provável que ocorram temperaturas extremas. A única boa notícia, para quem odeia frio, é que a probabilidade para dias de frio intenso é muito baixa.