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Na cidade

Vai poder matar zombies num jogo de realidade virtual no Dolce Vita Tejo

O segundo centro da Zero Latency na Europa está quase a abrir. A NiT passou por lá.

Mais uma razão para visitar o Dolce Vita Tejo.

É impossível não sentir aquela ansiedade de quem está prestes a entrar numa zona de guerra. Com a mochila às costas, os auscultadores nos ouvidos e a arma bem segura com as duas mãos, o jogo começa com a chegada dos primeiros zombies. O desafio é simples: proteger as barreiras e matar o maior número de mortos-vivos possível.

Como jogadora assumida e viciada em shooters, a premissa da história do jogo “Zombie Survival”, para já o único disponível na Zero Latency, não trazia de novo — não estivessem os meus inimigos mesmo ali, à minha frente, com os braços a esbracejarem e a boca aberta a caminhar na minha direção.

A partir da próxima segunda-feira, 18 de dezembro, chega oficialmente a Portugal a experiência de realidade virtual imersiva Zero Latency. Depois de Madrid, a Amadora é a segunda cidade europeia a receber um centro como este. O espaço escolhido foi o do antigo restaurante chinês Hong Sha Long, no piso 1 do Dolce Vita Tejo, mesmo ao lado da Kidzania.

Num área de jogo com 200 metros quadrados, seis jogadores de cada vez têm de se unir para proteger a área onde se encontram e aniquilar os zombies. Podem mover-se com total liberdade, subir elevadores virtuais e premir o gatilho até não aguentarem mais. Se morrerem, também não há problema nenhum — em poucos segundos estão de volta ao jogo.

Tenho a sensação de que sou a primeira a disparar, mas posso estar enganada. Consigo ouvir as vozes do grupo — cada um tem um microfone para poder comunicar —, no entanto não estou a processar o que eles estão a dizer.

Escolhi rapidamente um local que me pareceu estratégico, e já estou completamente focada no jogo: consigo ver os zombies a aproximarem-se quando ainda estão no fundo da sala e estou mesmo ao lado do botão para onde tenho de disparar para reparar a barreira se os mortos-vivos a conseguirem destruir.

Os meus primeiros minutos de jogo são, na minha opinião, um enorme sucesso. Estou focada em matar o maior número de zombies possível, de preferência de headshot — além de morrerem mais rápido, valem uma pontuação mais alta. E está a correr bem. Tão bem que eles nem se aproximam da barreira.

Quando começo a ficar aborrecida por estar a ser tão bem-sucedida, largo a minha posição e subo no elevador. As minhas vertigens dão logo cabo de mim, mas tento não olhar para baixo. E continuo a disparar.