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Um mês de Lime: trotinetes nos passeios, seguros e falta de capacetes — o que está a ser feito

Chegaram a Lisboa em outubro, depois do sucesso em todo o mundo. Foi um mês de adaptação, dúvidas e algumas críticas. O que se passa afinal com a Lime na capital? A empresa e a CML esclarecem a NiT.

Há quem cumpra as regras e use capacete — e quem não o faça.

Elas chegaram há pouco mais de um mês, a 4 de outubro, prometendo uma revolução ambiental, de hábitos e até de panorama da cidade de Lisboa: um pouco à semelhança do que se viu no estrangeiro, onde as e-scooters da Lime têm já três milhões de utilizadores. Mas, e tal como também aconteceu em muitos países no estrangeiro, a revolução veio com muitas dúvidas, dificuldades de adaptação e algumas críticas.

Na quinta-feira, 4 de outubro, começaram a ser vistas por Lisboa centenas de scooters ou trotinetes elétricas da Lime (Lime-S), modelos criados pela Segway que estão agora disponíveis em dezenas de hotspots, espalhados por toda a cidade.

A empresa norte-americana entrava assim em Portugal pretendendo afirmar-se como uma alternativa de mobilidade mais amiga do ambiente — e mais eficiente no trânsito. O funcionamento parecia simples: procurar um hotspot, desbloquear as scooters através da aplicação da Lime (disponível para iOS e Android), digitalizando o QR Code que existe em cada Lime-S. Uma viagem custa 1€ para desbloquear e 0,15€ por cada minuto de utilização. Antes e durante o percurso, os utilizadores podem controlar o estado da bateria.

E vinha com uma lista de regras que os utilizadores devem aceitar: uso de capacete, ter mais de 18 anos, e uma série de boas práticas que devem seguir, como fazer sinal com os braços ao mudar de direcção, estacionar junto aos passeios, respeitar a velocidade e as vias permitidas (estradas e ciclovias, não passeios), não usar telemóvel, não beber, não vandalizar.

Há também vídeos que explicam as manobras de segurança e de funcionamento. Em Lisboa, as e-scooters são distribuídas todos os dias antes das 9 horas e recolhidas depois das 21 horas, para serem recarregadas durante a noite. Na fase de lançamento, há entre 200 a 400 scooters disponíveis na capital, mas o número pode aumentar.

As primeiras dúvidas (e críticas).

Tudo isto parecia perfeito mas, dias depois da chegada da Lime a Lisboa, começaram as primeiras dúvidas — e críticas. Nas redes sociais, em grupos e fóruns, várias questões foram levantadas: alguns “Juicers” (as pessoas pagas pela Lime para recolher e arrumar as e-scooters) queixavam-se de informação confusa sobre a parte do processo que os afeta, nos primeiros dias.

Os utilizadores mostravam-se surpresos, pois muitos pensavam que as trotinetes viriam com o capacete obrigatório próprio (não vêm).

Houve alguns relatos de quedas, o que levou a levantarem-se questões sobre seguros, ou eventual ausência deles em caso de acidente e sobre as regras de utilização ou do código de estrada.