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Uber Copter: vai poder alugar helicópteros como se fossem táxis em Nova Iorque

Por enquanto, a empresa só vai operar entre o aeroporto JFK e Manhattan, mas pretende expandir o serviço.
Uma boleia aérea.

Se os planos da Uber se confirmarem, em 2023 será lançado o Uber Air: um serviço de táxis voadores e sem pilotos que vão percorrer os céus das maiores cidades. Enquanto isso não acontece, a empresa anunciou o lançamento do Uber Copter para avaliar o funcionamento dos softwares.

O serviço de transporte aéreo por helicóptero arranca no dia 9 de julho, terça-feira, entre um heliporto no sul de Manhattan (perto do Staten Island Ferry) e o aeroporto John F. Kennedy, em Nova Iorque. O tempo estimado de voo é de apenas oito minutos. Um carro irá buscar o passageiro no local de partida para o levar até ao ponto de encontro.

O diretor da Uber Elevate, Eric Allison, explicou ao jornal “The New York Times” que muitas pessoas fazem este percurso durante o dia. Por isso, a empresa percebeu que este serviço era uma boa oportunidade para elas pouparem muito tempo no trânsito.

Atualmente, uma viagem de carro até o JFK dura pelo menos uma hora. Se o percurso for realizado durante a hora de ponta, pode demorar mais de duas horas. Os outros transportes públicos como o metro, por exemplo, levam entre 50 e 75 minutos. 

O utilizador deverá pedir o Uber Copter através da aplicação e receberá as informações do voo no email em conjunto com um cartão de embarque. O serviço está disponível apenas para membros das categorias Platinum e Diamond do programa de fidelidade da empresa, o Uber Rewards. 

Estes clientes poderão reservar o transporte até cinco dias antes da viagem. Os helicópteros podem acomodar no máximo cinco pessoas e vão funcionar de segunda a sexta-feira durante o horário de maior tráfego na cidade.

Tal como acontece com o serviço normal da Uber, os preços também serão dinâmicos e vão subir de acordo com a procura. A estimativa é que custe entre 175€ e 225€ por pessoa, incluindo a parte do trajeto realizada de carro.

Em Nova Iorque, os helicópteros serão operados pela HeliFlite, uma empresa de Newark com uma frota de aparelhos bimotores. Haverá sempre dois pilotos presentes em todos os voos e os passageiros assistirão a um vídeo de segurança com a duração de 90 segundos antes de levantarem voo.

Segundo o responsável pelo projeto, a ideia é recolher dados sobre os padrões de uso do serviço. “O nosso plano é implantar o Uber Copter noutros clientes da Uber e para outras cidades, mas queremos fazê-lo da forma correta. O principal objetivo deste teste inicial é perceber as operações por trás dos veículos aéreos”, disse Eric Allison, em entrevista ao jornal “The New York Times”.

Em breve, a empresa deverá anunciar a extensão do serviço de partilha de aeronaves para outras cidades fora dos Estados Unidos. O Brasil é uma das possibilidades mais fortes. Em 2016, os moradores de São Paulo puderam solicitar um helicóptero em cinco heliportos e quatro aeroportos espalhados pelo estado. Os voos foram realizados entre esses nove locais. 

De acordo com a revista “Exame Informática“, a Uber também anunciou que haverá mais uma cidade a participar nos testes dos veículos aéreos sem piloto, o Uber Air, em 2020.

Melbourne, na Austrália, foi a terceira cidade escolhida (depois de Dallas e Los Angeles, nos EUA) por causa das suas características geográficas, demográficas, tecnológicas e culturais. Comercialmente, a empresa só abrirá este segmento com a nova tecnologia a partir de 2023.

O programa piloto vai transportar passageiros desde sete centros comerciais de Melbourne para o principal aeroporto da cidade. O percurso aéreo vai demorar dez minutos, em vez dos 25 que levaria normalmente num carro.

À agência de comunicação “Reuters“, Susan Anderson, representante da Uber na Austrália, Nova Zelândia e do norte da Ásia, disse que “o governo australiano abraça esta tecnologia por verem nela uma alternativa de transporte para o futuro”.