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Pára tudo: o Airbnb das piscinas está a chegar a Portugal

Depois de França e de Espanha, a NiT soube que a Swimmy vem para Portugal. Proprietários chegam a fazer 1300€ por mês.
Ganham os clientes e proprietários.

Tudo pode mudar na maneira como os portugueses aproveitam o verão, graças a uma plataforma, semelhante na logística à Airbnb, onde os proprietários alugam a sua piscina privada — conseguindo assim rendimentos extra — e os clientes conseguem dar mergulhos à porta de casa, nas condições ideais e em locais escolhidos a dedo.

A plataforma chama-se Swimmy, chegou a França em 2017 e teve tal sucesso astronómico que acabou de entrar em Espanha, no início do mês de julho. Segundo explica a responsável do Desenvolvimento do Mercado Espanhol da Swimmy à NiT, a plataforma foi criada por Raphaëlle de Monteynard, uma mulher de 34 anos, há dois anos em França. Neste país, o site  conta com mil piscinas e cerca de 40 mil utilizadores ativos.

A ideia surgiu durante um mergulho com amigos, enquanto a fundadora pensava nas piscinas vazias que são dispendiosas na manutenção, surgindo muitas vezes a tentação de as desativar. E nas milhares de pessoas que tudo o que querem é dar um mergulho rápido — ou passar o dia na piscina — sobretudo no verão, mas não têm como o fazer.

Em França, como em Espanha e Portugal, a situação é recorrente: naqueles dias mais quentes, depois do trabalho, nos fins de semana ou folgas, só lhe apetece dar um mergulho mas não sabe para onde ir. Os amigos que as têm nunca estão disponíveis, as piscinas de condomínios têm regras restritas, as públicas estão lotadas e as de hotéis são muito caras. E pronto, só resta desistir.

O conceito é por isso muito simples: à imagem do modelo norte-americano de aluguer e partilha de casas para alojamento local, aqui o que se aluga são as piscinas. As piscinas e as suas sombras, as suas águas, o seu impagável refrescamento, os churrascos se os tiverem. A plataforma liga os interessados aos proprietários, permitindo marcar o serviço pelo tempo que quiser. Pode fazer marcações para uma manhã, uma tarde, o dia todo ou uma noite. Pode ainda incluir o jacuzzi, se existir, ou o tal churrasco.

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Merci les garçons pour cette sympathique dédicace !😎😉

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A plataforma funciona em tudo exatamente como a de um alojamento: basta entrar no site e inserir o local e as datas que pretende. Depois é só esperar pelas sugestões, ordenadas por preços, com características, avaliações, etc. Mas atenção: aqui só pode alugar a piscina, não a residência. A maioria dos clientes pretende apenas ficar durante meio dia.

A inscrição, tanto de proprietários como de interessados, é totalmente gratuita. Os donos colocam os extras na descrição da piscina: se é aquecida, se tem grelha de churrasco, espreguiçadeiras, chuveiro, mesas e cadeiras, spa e jacuzzi ou até campo de ténis, ou de futebol.

Os preços são definidos por cada proprietário mas os valores variam normalmente entre os 10€ a 60€ por pessoa. Os miúdos costumam pagar menos de metade. O site fica com 10 por cento de custos operacionais. Há seguros incluídos e em caso de problema, apoio 24 horas por dia.

A pequena startup já se tornou num sucesso milionário e reformulou o verão das principais cidades francesas em menos de dois anos. 

Raphaëlle de Monteynard, a criadora e fundadora da plataforma, dizia no ano passado que os proprietários podem ganhar facilmente entre 1000 a 1300€ por mês e reside aí a genialidade do conceito: é que, além de permitir ao cidadão comum desfrutar da piscina dos outros, também dá a oportunidade de reduzir os custos para os donos, que são normalmente muito elevados.

A Swimmy chegou a Espanha no inicio do mês de julho, por este ser o segundo mercado de piscinas particulares da Europa (depois de França) e pelo longo verão espanhol. Em semanas, veio o sucesso. “Em Espanha, temos até agora 1000 utilizadores e mais de 50 piscinas”, refere a empresa à NiT.

Algo confirmado pelos proprietários locais: “temos sido muito procurados ​​pela possibilidade de passar uma tarde, ou uma empresa que só vem para comer no churrasco, porque nem todos podem dar ao luxo de ter uma piscina em casa”, diz Virginia Sáiz, dona de uma das piscinas em Espanha, ao “LaSexta“.

E Portugal é a seguir

“Queremos concentrar-nos em Espanha, mas o próximo pais será o Portugal, sim” adiantou esta quarta-feira, 7 de agosto, a responsável de Espanha à NiT, em primeira mão.

Questionada sobre o período de entrada no nosso País, a empresa garantiu: a previsão de chegada a Portugal é de 2020. No entanto, para quem quiser testar já o conceito — e alugar a sua piscina — a empresa garante que pode inscrever a piscina em Portugal no site de Espanha, “sem problema nenhum”.